terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Púlpito :Lugar de ouvirmos a Palavra de Deus

O púlpito é um lugar aonde a Palavra de Deus é pregada,não podemos fazer do púlpito um palco nem muito menos um picadeiro. A Palavra de Deus deve ser o objetivo primário e final em nossos púlpitos: "E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim... E Esdras abriu o livro perante os olhos de todo o povo..." Ne 8.4,5. Deve haver por parte daqueles que usam os púlpitos das igrejas,a consciência e responsabilidade de tarefa tão nobre”pregar a Palavra Santa do Deus Santo”.

Compreendamos então o grande privilégio que temos de sermos pregadores das boas novas do Senhor, pregando a Palavra e somente a Palavra com amor e compromisso. Pois, essa nobre tarefa não é privilégio de todos. Todos devem anunciar as boas novas Mc 16.15, mas o ministério é dado apenas a alguns conforme determina o Santo Espírito de Deus Ef 6.11.

Assim, que, você reconheça esse dom de Deus "... cumpre o teu ministério" 2 Tm 4.5,deixando toda novidade,estrelismo,invencionisse mundana fora de nossos púlpitos.

A edificação da comunidade se dá através da pregação clara e objetiva da Palavra de Deus, pois através dela saberemos qual é realmente a vontade de Deus, sabendo então sua vontade, poderemos cumprí-la, e esse é o grande objetivo dos servos cumprirem a vontade do seu Senhor, coisa difícil de se concretizar quando transformamos nossos púlpitos em local de promoção de entretenimento e propaganda narcisista.

Que o Espírito Santo nos oriente como e o que falar em nossos púlpitos.

Pb. Francisco de Aquino, membro da Igreja “O Brasil para Cristo” Kemel – Poá e professor do Instituto Bíblico O Brasil para Cristo (I.B.B.C.) em Suzano e Poá.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A escola do deserto

Rev Hernandes Dias Lopes

Deus treina seus líderes mais importantes na escola do deserto. Moisés, Elias e Paulo foram treinados por Deus no deserto. O próprio Jesus antes de iniciar o seu ministério passou quarenta dias no deserto. O deserto não é um acidente de percurso, mas uma agenda de Deus, a escola de Deus. É o próprio Deus quem nos matricula na escola do deserto. O deserto é a escola superior do Espírito Santo, onde Deus trabalha em nós antes de trabalhar através de nós. Deus nos leva para essa escola não para nos exaltar, mas para nos humilhar. Essa é a escola do quebrantamento, onde todos os holofotes da fama se apagam e passamos a depender total e exclusivamente da graça de Deus e da provisão de Deus e não dos nossos próprios recursos. Destacaremos, aqui, três verdades importantes:

1. Na escola do deserto aprendemos que Deus está mais interessado em quem somos do que naquilo que fazemos - Deus nos leva para o deserto para falar-nos ao coração. No deserto ele nos humilha não para nos destruir, mas para nos restaurar. No deserto, Deus trabalha em nós antes de trabalhar através de nós, provando que ele está mais interessado em nossa vida do que em nosso trabalho. Vida com Deus precede trabalho para Deus. Motivação é mais importante do que realização. Nossa maior prioridade não é fazer a obra de Deus, mas ter intimidade com o Deus da obra. O Deus da obra é mais importante do que a obra de Deus. Quando Jesus chamou os doze apóstolos, designou-os para estarem com ele; só então, os enviou a pregar.

2. Na escola do deserto aprendemos a depender mais do provedor do que da provisão – Quando o profeta Elias foi arrancado do palácio do rei e enviado para o deserto, ele deveria beber da fonte de Querite e ser alimentado pelos corvos. Naquele esconderijo no deserto, o profeta deveria depender do provedor mais do que da provisão. Deus o sustentaria ou ele pereceria. Deus nos leva para o deserto para nos mostrar que dependemos mais dos seus recursos do que dos nossos próprios recursos. É fácil depender da provisão quando nós a temos e a administramos. Mas na escola do deserto aprendemos que nosso sustento vem do provedor e não da provisão. Quando nossa provisão acaba, Deus sabe onde estamos, para onde devemos ir e o que devemos fazer. A nossa fonte pode secar, mas o manancial de Deus jamais deixa de jorrar. Os nossos recursos podem escassear, mas os celeiros de Deus continuam abarrotados. Nessas horas precisamos aprender a depender do provedor mais do que da provisão.

3. Na escola do deserto aprendemos que o treinamento de Deus tem o propósito de nos capacitar para uma grande obra – Todas as pessoas que foram treinadas por Deus no deserto foram grandemente usadas por Deus. Quanto mais intenso é o treinamento, mais podemos ser instrumentalizados pelo Altíssimo. Porque Moisés foi treinado por Deus quarenta anos no deserto, pôde libertar Israel da escravidão e guiar esse povo rumo à terra prometida. Porque Elias foi graduado na escola do deserto pôde enfrentar, com galhardia, a fúria do ímpio rei Acabe e trazer de volta a nação apóstata para a presença de Deus. Porque Paulo passou três anos no deserto da Arábia, ele foi preparado por Deus para ser o maior líder do Cristianismo. Quando Deus nos leva para o deserto é para nos equipar e depois nos usar com graça e poder em sua obra. Deus não desperdiça sofrimento na vida dos seus filhos. Ele os treina na escola do deserto e depois os usa com grande poder na sua obra. Não precisamos ter medo do deserto, se aquele que nos leva para essa escola está no comando desse treinamento. O programa do deserto é intenso. O curso é muito puxado. Mas, aqueles que se graduam nessa escola são instrumentalizados e grandemente usados por Deus!

fonte:http://hernandesdiaslopes.com.br/2010/11/a-escola-do-deserto/

sábado, 27 de novembro de 2010

POR QUE DEVEMOS ESTUDAR A BÍBLIA?

Devemos estudar a Bíblia porque ela é a Palavra dada por Deus para nossa edificação espiritual.

Devemos estudar a Bíblia porque ela é a Espada do Espírito, Ef 6.17. Somente quando a estudamos podemos lutar vitoriosamente.

Devemos estudá-la porque ela é a boa Palavra de Deus, Hb 6.5; ela é lâmpada e luz para nossa vida, Sl 119.105; ela é a Lei do Senhor, Sl 1.2; Is 30.9; ela é a Escritura da verdade, Dn 10.21.

Devemos estudar a Bíblia porque ela é alimento para nossa alma: pão, leite e mel.

Devemos estudá-la, porque somos instruídos a fazê-lo e recebemos o exemplo do passado, Jo 5.39; At 17.11; Jo 7.52; Ne 8.8.

Nada pode substituir a leitura, a meditação, o estudo e o conhecimento da Bíblia.

As muitas ocupações da vida não podem absolutamente nos privar do contato diário com a Palavra de Deus, Js 1.7-9.

Devemos sempre estar prontos para dizer AMEM ao que ela nos diz. Ne 8.5,6; Ex 24.7; Dt 27.12-26.

Nunca nos esqueçamos de que a Palavra de Deus é a SEMENTE que Ele usa para trabalhar dentro de nossas vidas. Se não entesouramos a Palavra, não temos semente. Se não temos semente, nada nascerá. Se nada nascer, não haverá fruto. Se não houver fruto, nossa vida perderá o sentido.

Seja cuidadoso com o dever de ler a Bíblia.

Isto agradará a Deus, ajudará a Igreja e levará sua vida a um estágio de amadurecimento espiritual.


sábado, 20 de novembro de 2010

Espiritualidade fora de foco


Rev. Hernandes Dias Lopes

O texto de Lucas 9.28-45 relata a experiência de Jesus subindo o Monte da Transfiguração a fim de orar. Levou consigo Pedro, Tiago e João enquanto os outros discípulos ficaram no sopé do Monte. Tanto os discípulos que subiram o monte com Jesus quanto os que ficaram no vale não oraram. Os que subiram entregaram-se ao sono e os que ficaram no vale travaram uma infrutífera discussão com os escribas. Desse episódio extraímos dois tipos de espiritualidade, ambas fora de foco.

1. A espiritualidade do monte, o êxtase sem entendimento. Pedro, Tiago e João subiram o monte com Jesus, mas eles não oraram como Jesus nem com Jesus. Ao contrário, eles dormiram. Eles viram milagres extraordinários: Moisés e Elias glorificados, Jesus transfigurado em glória, uma nuvem luminosa e uma voz divina reafirmando a filiação de Jesus. Eles pisaram o terreno do sobrenatural, mas estavam desprovidos de entendimento. Ao mesmo tempo que viam coisas maravilhosas, suas mentes estavam vazias de discernimento. Eles não discerniram a centralidade da pessoa de Jesus. Não discerniram a centralidade da missão de Jesus. Não discerniram a centralidade da missão deles mesmos. A ausência de oração roubou-lhes o discernimento e essa falta de discernimento os levou a ficar com medo de Deus, em vez de se deleitarem em Deus. Há muitos que ainda hoje buscam as coisas sobrenaturais, mas estão sem percepção espiritual. Correm atrás de milagres, mas não discernem as verdades essenciais da fé cristã. Experimentam êxtases arrebatadores, mas não compreendem nem mesmo os fundamentos do cristianismo. Essa é uma espiritualidade fora de foco, deficiente, trôpega, que produz sono e não intimidade com Deus.


2. A espiritualidade do vale, a discussão sem poder. Os nove discípulos que ficaram no sopé do monte também não oraram. Ao contrário, eles se envolveram numa discussão com os escribas (Mc 9.14). Nesse ínterim, um pai aflito, com um filho endemoninhado roga a esses discípulos para socorrer seu filho, mas os discípulos não puderam. Eles estavam desprovidos de poder. A espiritualidade deles era a espiritualidade da discussão sem poder. Em vez de orar e jejuar, eles discutiram. Em vez de fazer a obra de Deus, eles discutiram acerca da obra. Em vez de manterem-se fiéis à sua vocação, perderam o foco do ministério numa vã discussão com os opositores de Jesus. Enquanto aqueles discípulos estavam discutindo, o diabo estava agindo. Porque não oraram nem jejuaram estavam vazios de poder e porque estavam vazios de poder não puderam expelir a casta de demônios que atormentava o filho único daquele pai aflito. Ainda hoje, corremos o risco de perder o foco do nosso ministério. Deus nos chamou para o buscarmos com todas as forças da nossa alma. Oração precede ação. Nossa maior prioridade não é fazer a obra de Deus, mas ter intimidade com o Deus da obra. Muitas vezes deixamos de orar e de trabalhar porque estamos envolvidos em discussões intérminas e infrutíferas. Discutimos muito e trabalhamos pouco. Fazemos muito barulho com nossas palavras, mas produzimos pouco com as nossas mãos. Se o êxtase sem entendimento é uma espiritualidade fora de foco, o é de igual modo, a discussão sem poder.

Concluímos, dizendo que Jesus é o nosso modelo. Ele demonstrou três atitudes que corrigem o foco da espiritualidade. Sua espiritualidade foi evidenciada por oração, obediência e poder. Porque orou seu rosto transfigurou. Porque orou, desceu do monte determinado a cumprir o propósito do Pai, indo para a cruz como um rei caminha para a coroação. Porque orou estava cheio de poder para libertar o jovem possesso. É tempo de realinharmos nossa vida espiritual pelo foco de Jesus!



fonte: Rev. Hernandes Dias Lopes http://hernandesdiaslopes.com.br/2010/11/espiritualidade-fora-de-foco/

sábado, 6 de novembro de 2010

Jesus está conosco















Mt 28.20, disse Jesus:" Eis que estou convosco até a consumação dos séculos."

Veja o Vídeo abaixo:


Confira o DVD »

sábado, 23 de outubro de 2010

Reforma, uma necessidade constante


Rev. Hernandes Dias Lopes

A Reforma não foi um desvio do cristianismo primitivo, mas uma volta a ele. A igreja havia se desviado das veredas da verdade e a Reforma foi um movimento para colocar a igreja de volta nesses trilhos. Um dos lemas da Reforma era: “Igreja Reformada, sempre reformando”. O que isso significa? Não significa certamente que a igreja precisa ir se amoldando à cultura prevalecente de cada época e sim que a igreja precisa voltar-se continuamente às Escrituras para não se conformar com a cultura prevalecente de cada época. Não é a cultura que julga as Escrituras, mas as Escrituras que julgam a cultura. O primeiro pilar da Reforma foi “Só as Escrituras”.
Muitas igrejas herdeiras da Reforma, seduzidas pelo encanto das filosofias engendradas pelo enganoso coração humano, afastaram-se daquelas verdades essenciais da fé cristã e capitularam-se às novidades heterodoxas. Queremos, aqui, apontar alguns desses desvios:

1. A doutrina sem vida. A Reforma trouxe não apenas uma volta à Palavra, mas, também, uma volta à piedade. Uma das exigências dos puritanos era: doutrina pura e vida pura. Não podemos separar a doutrina da vida, a teologia da prática, a ortodoxia da piedade. A vida piedosa é consequência da sã doutrina. Uma igreja trôpega na Palavra jamais estará na vanguarda da luta pelo restabelecimento dos valores morais absolutos.

2. A vida sem doutrina. Se a doutrina sem vida deságua em racionalismo estéril, a vida sem doutrina desemboca em misticismo histérico. Esse foi o equívoco do Pietismo alemão do século dezoito, que cansado da doutrina sem vida, foi para o outro extremo e pleitiam vida sem doutrina e acabou caindo num experiencialismo heterodoxo. Há muitos indivíduos que, em nome da fé evangélica, deixam de lado as Escrituras e buscam uma espiritualidade edificada sobre o frágil fundamento das emoções. Buscam experiência e não a verdade. Buscam uma luz interior e não a luz que emana da verdade de Deus. Correm atrás de gurus espirituais, guias cegos, que arrastam consigo, para o abismo do engano, seus incautos seguidores.

3. O liberalismo teológico. O liberalismo teológico nasceu do ventre do racionalismo iluminista. O homem, cheio de empáfia, decidiu que só poderia aceitar como verdade o que a razão humana pudesse explicar. O resultado imediato foi a negação das grandes doutrinas do cristianismo como a criação, a redenção e a ressurreição. A Bíblia foi retalhada, mutilada e torcida. Os seminários que outrora formaram teólogos de renome e missionários comprometidos com a evangelização dos povos foram tomados de assalto por esses liberais e muitos pastores formados nesses seminários despejaram esse veneno mortífero dos púlpitos nas igrejas e o rebanho de Deus, desorientado e faminto do pão da Vida, foi disperso. Há milhares de igrejas mortas pelo mundo afora, vitimadas pelo liberalismo teológico. Precisamos entender que a verdade de Deus é inegociável. A igreja que abandona a sã doutrina morre.

4. O sincretismo religioso. O Brasil é um canteiro fértil onde floresce o sincretismo religioso. Mais e mais igrejas aderem a essa prática para atrair pessoas. Templos lotados e multidões sem conta se acotovelam em grandes concentrações públicas para buscar um milagre, uma cura ou uma experiência que lhes mitigue a angústia, que só o evangelho de Cristo pode oferecer. Precisamos de uma nova Reforma que traga de volta a igreja para a Palavra. Precisamos de seminários que não se dobrem à sedução dos liberais nem se entreguem ao pragmatismo ávido por resultados. Precisamos de pastores que amem a Cristo e sejam fiéis às Santas Escrituras para alimentar o rebanho de Deus com o trigo da verdade em vez de empanturrá-lo com a palha do sincretismo religioso. Precisamos de uma igreja bíblica, viva, santa, cheia do Espírito, alegre, vibrante e operosa. Uma igreja herdeira da Reforma e continuadora da Reforma!


fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br/2010/10/reforma-uma-necessidade-constante/

sábado, 16 de outubro de 2010

10 RAZÕES POR QUE SOMOS CONTRA O ABORTO


10 razões da não aprovação por parte dos cristãos evangélicos da descriminalização do aborto no Brasil:

1. O ABORTO É CONTRA A VIDA

A Declaração Universal dos Direitos do Homem afirma que “todo o indivíduo tem direito à vida” (artigo 3.º). Também a Constituição da República Portuguesa declara que “a vida humana é inviolável” (artigo 24.º).
De acordo com a ciência, a vida humana tem início com a fecundação, resultante da união de um espermatozóide masculino com um óvulo feminino. Cada uma das células sexuais transporta metade da informação genética do progenitor, de modo que a célula resultante da fertilização, denominada ovo ou zigoto, recebe toda a informação genética necessária para orientar o desenvolvimento do novo ser humano.
O aborto provocado, independentemente do momento em que é realizado, acarreta sempre a destruição de uma vida humana, a quem é negada a continuação do seu desenvolvimento, impedindo-se o seu nascimento e a expressão do seu potencial como criança e adulto.
Assim, qualquer referendo ou decreto-lei que legitime a morte de um ser humano indefeso, designadamente a despenalização do aborto, sem qualquer indicação médica que o justifique, é um atentado claro contra a vida humana, e viola a própria constituição portuguesa e os direitos fundamentais do ser humano, expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

2. O ABORTO É CONTRA A MULHER

Sejam quais forem os motivos que a originam, alguns permitidos por lei, qualquer interrupção da gravidez é uma agressão para a saúde física, mental e emocional da mulher. Sabe-se actualmente que qualquer mulher que aborta voluntariamente, mesmo nas melhores condições de assistência médica, tem um risco acrescido de lesões do aparelho genital, infertilidade, abortamentos espontâneos posteriores, prematuridade em gravidezes ulteriores, entre outros. Mais difíceis de quantificar, mas não menos importantes, são as consequências ao nível da saúde mental, nomeadamente depressão, sentimentos de culpa, sentimentos de perda, abuso de substâncias tóxicas e mesmo suicídio. O Colégio da Especialidade de Psiquiatria do Reino Unido (Royal College of Psychiatrists) chamou a atenção, já em 1992, para uma das consequências da liberalização do aborto nesse país: “Ainda que a maioria dos abortos seja realizada com base no risco para a saúde mental da mulher, não há justificação de natureza psiquiátrica para o aborto. [Pelo contrário], coloca as mulheres em risco de sofrerem perturbações psiquiátricas, sem resolver qualquer problema dessa natureza já existente”.
Por outro lado, a despenalização total do aborto, ainda que nas dez primeiras semanas de gravidez, em vez de valorizar a vontade da mãe da criança pode expô-la a pressões por parte de familiares, do pai da criança, da entidade patronal ou mesmo de profissionais de saúde (p.e. por um alegado risco de malformações no feto, que muitas vezes não se verifica), no sentido de interromper a gravidez, mesmo contra a sua vontade. Quanto mais permissiva for a lei, maior é a probabilidade destas situações ocorrerem.

3. O ABORTO É CONTRA O HOMEM

O aborto não pode reduzir-se a um acto que apenas envolve a mulher que o pratica. Há pelo menos mais dois elementos fundamentais em todo o processo: o pai da criança e obviamente o nascituro.
Ao valorizar-se a vontade da mulher de prosseguir ou não com a gravidez, remete-se para segundo plano ou ignora-se por completo a vontade do homem, co-responsável pela concepção e paternidade. Desse modo, desvaloriza-se a sua participação no processo procriativo. Ainda que muitas vezes o elemento masculino do casal não assuma a sua responsabilidade na família, através da despenalização e promoção do aborto livre, descartam-se completamente os deveres do pai da criança.
Sabe-se também, actualmente, que os homens podem sofrer de depressão pós-aborto, especialmente quando tal acto é realizado sem o seu conhecimento e autorização.


4. O ABORTO É CONTRA A CRIANÇA

Já no célebre Juramento Hipocrático (IV a. C.), ao qual os médicos têm procurado obedecer ao longo dos séculos, é expressamente referido: “não fornecerei às mulheres meios de impedir a concepção ou o desenvolvimento da criança”. Condenamos assim, veementemente, a tese de que “as mulheres têm direito ao seu corpo”, na medida em que esse suposto direito colide com princípios que consideramos absolutos, como o direito à vida do nascituro, que apresenta identidade genética própria, distinta dos progenitores.
Nos países que despenalizaram o aborto, os seres humanos correm maior risco de terem uma morte violenta nos primeiros nove meses da sua existência do que em qualquer outro período da sua vida. O útero materno, que deveria ser o lugar supremo de protecção da vida humana tornou-se assim tragicamente, nas últimas décadas, num dos locais mais perigosos. Além disso, sabe-se que muitas crianças, quando descobrem que a sua mãe fez um aborto, numa outra gravidez, desenvolvem perturbações mentais que podem requerer apoio psicológico ou psiquiátrico.


5. O ABORTO É CONTRA A FAMÍLIA

Os filhos são uma parte integrante e significativa de cada família, considerada um dos pilares fundamentais das sociedades civilizadas. A ênfase dada à autonomia da mulher sobre a sua gravidez prejudica o relacionamento conjugal e familiar. Aliás, sabe-se que mais de 80% dos abortos provocados resultam de relações sexuais extra-conjugais.
Sabe-se também que uma percentagem significativa de gravidezes não planeadas e mesmo não desejadas, se não forem interrompidas, levam invariavelmente ao nascimento de crianças que acabam por ser extremamente apreciadas e amadas pelos seus pais.
Por outro lado, ao impedir-se o nascimento de crianças através do aborto está-se a contribuir para o grave problema demográfico resultante da diminuição acentuada da taxa de natalidade, em muitos países ocidentais. O mesmo se verifica actualmente em Portugal, o que acarretará consequências nefastas a nível económico e social.

6. O ABORTO É CONTRA A CONSCIÊNCIA

É um facto incontestável que ao longo da história da humanidade, por influência do cristianismo, o aborto era considerado um crime, passível de punição. Contudo, nas últimas décadas, tem-se assistido a uma tendência no sentido da desvalorização da vida humana.
A nível individual, é indiscutível a sensação de culpa que a realização de um aborto acarreta, tanto à mulher que a ele recorre como à pessoa que o pratica. Tal facto deve-se à consciência que cada ser humano possui, e que o ajuda na tomada de decisões morais. Como afirma um provérbio francês, “não há travesseiro mais macio do que uma consciência limpa”.

7. O ABORTO É CONTRA A DIGNIDADE HUMANA

A tradição moral judaico-cristã sempre se preocupou com a defesa dos mais fracos e vulneráveis, como é o caso das crianças, dos órfãos, dos idosos e das viúvas. O aborto nunca é uma solução dignificante, nem para quem o pratica, nem para a mulher que a ele se submete, e muito menos para a criança inocente.
Concordamos com o relatório-parecer sobre a experimentação no embrião, do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (1996) que afirma que “a vida humana merece respeito, qualquer que seja o seu estádio ou fase, devido à sua dignidade essencial”.
É também um facto indiscutível que o número de abortos aumentou, por vezes exponencialmente, em todos os países que despenalizaram a sua prática.

8. O ABORTO É CONTRA O DIREITO À DIFERENÇA

Em muitos países ocidentais, a liberalização do abortamento provocado tem impedido o nascimento de crianças com anomalias cromossómicas, das quais a trissomia 21 (síndrome de Down) é a mais frequente, bem como com malformações congênitas perfeitamente compatíveis com a vida, e muitas delas com correcção cirúrgica pós-natal, como é o caso do lábio leporino ou do pé boto. Situações mais graves e complexas, como certas malformações cardíacas, podem também ser tratadas cirurgicamente, por vezes mesmo antes do nascimento.
O abortamento destas crianças contribui para uma desvalorização e discriminação de pessoas com deficiências sensorias, motoras e/ou cognitivas, que vivem vidas adaptadas e felizes, apesar das limitações.

9. O ABORTO É CONTRA A ÉTICA

O aborto, o infanticídio, o suicídio e mesmo a eutanásia eram relativamente comuns e socialmente aceites no mundo antigo greco-romano. O abortamento provocado ocasionava, geralmente, a morte da mãe. No século IV a.C. Hipócrates de Cós, com o seu Juramento, impõe uma ruptura com a cultura da morte que prevalecia nessa época. Mais tarde, após a humanização do Direito, por influência do Cristianismo, o aborto passou a ser considerado um crime no mundo ocidental. Deste modo, a norma ética, ao longo dos séculos, tem sido a defesa da vida humana desde a concepção. O aborto induzido é, assim, contra a ética, pois colide com o princípio fundamental da inviolabilidade da vida humana.
Nos raríssimos casos-limite em que a continuação da gravidez põe em risco a vida da mãe, o aborto poderá ser a única forma de salvar a sua vida, o que a actual lei já prevê.

10. O ABORTO É CONTRA DEUS

Para além de todas as razões atrás mencionadas, consideramos que o aborto é uma clara violação da vontade de Deus, revelada nas Escrituras Sagradas. O quinto mandamento declara precisamente: “não matarás” (Êxodo 20:13).
Encontramos na Bíblia a revelação inequívoca de que Deus valoriza a vida humana desde a concepção e que está envolvido no processo procriativo, como p.e. no texto seguinte, da autoria do rei David (Salmo 139: 13-16):
”Foste tu que formaste todo o meu ser; formaste-me no ventre de minha mãe (...) Conheces intimamente o meu ser. Quando os meus ossos estavam a ser formados, sem que ninguém o pudesse ver; quando eu me desenvolvia em segredo, nada disso te escapava. Tu viste-me antes de eu estar formado. Tudo isso estava escrito no teu livro; tinhas assinalado todos os dias da minha vida, antes de qualquer deles existir”.

Dr. Jorge Cruz
Médico

Editado pela Aliança Evangélica Portuguesa em parceria com a Associação Cristã Evangélica de Profissionais de Saúde

sábado, 2 de outubro de 2010

Criação: verdade ou mito?

Rev. Hernandes Dias Lopes


Richard Dawkins escreveu recentemente um livro insolente, cujo título é: Deus, um delírio. O propósito deste proclamado autor é ridicularizar a fé cristã e negar acintosamente a criação. Em breve, porém, tanto Richard Dawkins quanto sua obra estarão cobertos de poeira e Deus estará, como sempre esteve, imperturbavelmente assentado em seu trono de glória. Nenhuma doutrina é mais combatida atualmente do que a verdade exposta em Gênesis 1.1: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. De onde veio o universo? Para responder a essa questão, várias teorias foram criadas:

1. A teoria da geração espontânea - A teoria da geração espontânea diz que o universo deu a luz a si mesmo. Não houve um criador nem uma causa primeira. Essa posição pode ser sintetizada na seguinte sentença: “Ninguém vezes nada é igual a tudo”. A ciência prova que o universo é formado de massa e energia. Também a ciência atesta que o universo é governado por leis. Sabemos que massa e energia não criam leis nem as leis criam a si mesmas. Logo, as leis foram criadas. Por quem? Pelo acaso? A resposta está na Bíblia: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. Se é inimaginável para nós ver um relógio sem pensar que um relojoeiro o fez. Se é impossível para nós ver uma casa sem pensar que um pedreiro a construiu. Muito mais estonteante é pensar que esse vasto universo surgiu espontaneamente.

2. A teoria da explosão (Big Bang) - A teoria do Big Bang diz que o universo surgiu de uma gigantesca explosão cósmica. A pergunta é: Será que o caos pode gerar o cosmos? Será que a desordem pode gerar a ordem? Será que uma colossal explosão pode gerar um universo com leis, movimentos, harmonia e propósito? Seria mais fácil acreditar que se jogássemos para o ar milhões de letras, elas cairiam na forma de uma enciclopédia. Seria mais fácil acreditar que se lançássemos uma bomba atômica numa região, levantar-se-ia dessa poeira uma cidade com praças e jardins. A desordem não produz ordem nem o caos produz o cosmos. Os astrônomos chegam a dizer que o diâmetro do universo deve chegar a 10 bilhões de anos-luz. A velocidade da luz é 300 mil quilômetros por segundo. Sendo assim, se tomássemos uma nave espacial percorrendo a fantástica velocidade de 300 mil quilômetros por segundo, gastaríamos 10 bilhões de anos para ir de um extremo ao outro. Será que uma gigantesca explosão produziu esse vasto universo governado por leis? Sabemos que a terra é o lugar adequado para nossa sobrevivência. Seria isso produto do acaso ou de uma explosão? Se estivéssemos mais pertos do sol, seríamos queimados; se estivéssemos mais longe, morreríamos congelados. Precisaríamos mais fé, para aceitarmos a teoria da explosão como origem do universo do que crer que, no princípio criou Deus os céus e a terra.

3. A teoria da evolução das espécies - Charles Darwin em 1859 lançou em Londres o livro Origem das Espécies. Esse livro tornou-se o credo de milhões de pessoas a partir do século dezenove. Hoje, ensina-se a evolução nas Escolas e Universidades como se essa teoria fosse uma verdade científica. Segundo Darwin o mundo é o produto de uma evolução de milhões e milhões de anos. Essa evolução é regida pela seleção das espécies, ou seja, a sobrevivência do mais apto. O supracitado livro de Darwin tem mais de oitocentos verbos no futuro do subjuntivo (suponhamos). Trata-se de um amontoado de suposições. O relato de Gênesis, porém, está de acordo com as descobertas da ciência. Somos seres programados geneticamente. Deus colocou em nós os códigos de vida. Podemos ver mutação de espécies, mas não transmutação. Você pode ter diversos tipos de cães, mas jamais verá um cachorro se transformando num leão. Você pode ter diversos tipos de macacos, mas jamais verá um macaco se transformando em homem. Está correto o enunciado: “A ciência corretamente analisada jamais entrará em contradição com a Bíblia corretamente interpretada, pois ambas têm o mesmo autor: Deus”. Reafirmamos, portanto, nossa fé: “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1).


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Neemias, um político que restaurou uma nação


Rev. Hernandes Dias Lopes

Estamos nos aproximando de mais uma eleição em nossa nação. Nesse tempo, as promessas são muitas, os valores morais são poucos e os riscos são enormes. Precisamos de políticos que tenham vocação, preparo e ética. O papel do poder civil é promover o bem e coibir o mal. Não podemos concordar com esquemas de corrupção nem com roubalheira. Não podemos aplaudir aqueles que se abastecem do poder em vez de instrumentalizar o poder para servir ao povo. Não podemos apoiar aqueles que defendem leis contrárias aos princípios de Deus, pois governar contra Deus é laborar em erro e atrair sobre a nação o juízo dos céus. Hoje quero falar sobre um político que fez diferença em sua nação. Na verdade, ele restaurou sua nação. Esse homem é Neemias. Vamos destacar, aqui, algumas verdades a seu respeito.

1. Neemias foi um político que se envolveu com os dramas do seu povo. Ele teve coragem de fazer perguntas acerca dos dramas vividos pelo seu povo e de identificar-se com sua gente. Ao saber que a cidade dos seus pais estava com seus muros derrubados e suas portas queimadas a fogo, pôs-se a chorar. A dor do seu povo era a sua dor. Mas, Neemias foi além. Ele sentiu e agiu. Ele orou e jejuou. Ele buscou a ajuda do céu e do rei para resolver o problema que atingia sua nação. Precisamos de políticos que amem a Deus e ao povo; líderes que se aflijam com o que aflige o povo. Os muros quebrados falavam de insegurança pública e as portas queimadas da falta de justiça nos tribunais. Esses ainda são os problemas que mais nos afligem. Enquanto recrudesce a violência, escasseia a justiça. Sentimo-nos inseguros e órfãos de justiça. Precisamos de políticos que tenham compromisso com Deus e com os homens, de líderes que tenham sentimentos profundos e ações concretas.

2. Neemias foi um político que não se rendeu à sedução do lucro nem às ameaças dos inimigos. Não há vida pública sem lutas internas e externas, sem pressão de um lado e sedução do outro. Multiplicaram-se os inimigos para tentar paralisar a obra que Neemias estava fazendo. A reconstrução da cidade de Jerusalém não interessava aos inimigos dos judeus nem à classe rica, que se utilizava do ambiente de miséria para explorar ainda mais os pobres. Neemias não aceitou parceria dos inimigos nem se intimidou com suas ameaças. Neemias confrontou com ousadia os inimigos de fora e os usurários de dentro. Precisamos de políticos que não se acovardem; que não vendam sua consciência nem calem sua voz diante das seduções do lucro ou da ameaça dos inimigos.

3. Neemias foi um político que motivou e mobilizou o povo para o trabalho. A cidade de Jerusalém já estava a mais de cem anos debaixo de escombros. Reinava a pobreza interna e a zombaria externa. Neemias diagnostica o problema, incentiva o povo, põe a mão na obra e nomeia cada pessoa para o lugar certo, para fazer a obra certa e com a motivação certa. O resultado foi que, mesmo diante dos percalços da obra, em cinqüenta e dois dias, os muros foram reconstruídos, as portas levantadas e a nação restaurada. Precisamos de políticos que conheçam a Deus, amem o povo e façam a obra; políticos que vivam na presença de Deus e estejam junto com o povo na reconstrução da nação.


Fonte:http://hernandesdiaslopes.com.br/2010/09/neemias-um-politico-que-restaurou-uma-nacao/

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A igreja de Antioquia

A Igreja tem sido o instrumento de Deus para a propagação mundial do evangelho. Tal como Deus formou a Israel e, no Antigo Testamento o constituiu como seu representante, assim formou a Igreja para concluir a tarefa iniciada pelos hebreus. Ela representa o corpo de Cristo – organismo vivo que Deus levantou para realizar os seus propósitos.
O Espírito Santo foi dado à Igreja e quando o seu poder opera, Jesus faz a sua obra abundante por meio dela. A Igreja primitiva, por conseguinte, estava ciente da visão missionária e universal de Deus. Apesar das perseguições, nossos primeiros irmãos obedeceram piamente ao “ide” de Jesus. E nós? O que temos realizado?
A ordem dada por Jesus aos discípulos momentos antes de sua ascensão – que fossem suas testemunhas até aos confins da terra – não estava sendo cumprida pelos crentes em Jerusalém. Apesar de contar com milhares de crentes, os quais continuavam vivendo em Jerusalém tendo tudo em comum, a Igreja primitiva ainda não havia tomado consciência de sua missão. Foi então que Deus permitiu abater sobre os discípulos a perseguição que os dispersou para várias regiões. Filipe, por exemplo, foi para Samaria.
Outros discípulos testemunharam em outras cidades e muitos se converteram, tendo-se iniciado a formação do poderoso núcleo do evangelho que foi a igreja em Antioquia. Quando os apóstolos souberam da existência de discípulos em Antioquia, enviaram para lá Barnabé, incumbido de sondar a legitimidade das conversões. Tendo chegado e visto que de fato Deus concedera sua graça aos gentios, exortou os discípulos a permanecerem no Senhor e partiu em busca de Saulo, que estava, por aquele tempo, em Tarso, para engajá-lo na tarefa de estruturar a nova igreja. Então, os dois juntos se aplicaram intensamente ao ensino. Peça a seus alunos que relacionem três fatos ocorridos como resultado imediato do trabalho de Saulo e Barnabé em Antioquia. Dê-lhes cinco minutos para executarem esta tarefa. Esgotado o tempo estipulado, escreva no quadro de giz os fatos relacionados abaixo e compare-os com os apresentados por seus alunos.

1) Os discípulos foram despertados para a obra de beneficência (At 11.27-30).

2) Os discípulos foram, pela primeira vez, chamados cristãos (At 11.26).

3) Teve início a obra missionária; os crentes de Antioquia separaram a Paulo e Barnabé, e os enviaram na qualidade de missionários a outras terras.

INTRODUÇÃO

Em Antioquia da Síria estava a primeira igreja gentia e a maior igreja missionária depois de Jerusalém. Além dessas duas características, gentia e missionária, Antioquia também teve o privilégio de ter o apóstolo Paulo como seu pastor (v.26), tornando-se a base missionária deste apóstolo. Vejamos como esta etapa tão importante da evangelização mundial começou a se cumprir de acordo com o plano-mestre estabelecido por Nosso Senhor.

I. A IGREJA EM TERRITÓRIO GENTIO

1. Fugindo das perseguições. As perseguições iniciadas em Jerusalém, depois do martírio de Estêvão, tornaram insuportável a situação dos cristãos naquela cidade. Muitos foram dispersos, não só pela Judéia e Samaria, mas para além da terra de Israel, indo para a Fenícia, Chipre, Antioquia da Síria e Cirene (v.19; 8.1-4). De todas essas regiões, Antioquia sobressaiu-se, tornando-se no mais importante centro missionário do primeiro século. Durante os primeiros séculos do Cristianismo ela esteve entre os cinco maiores centros cristãos da história: Antioquia, Jerusalém, Alexandria, Constantinopla e Roma.

2. A cidade de Antioquia da Síria. Distava 500 quilômetros de Jerusalém e gozava de posição estratégica favorável para missões. Localizava-se na divisa entre os dois mundos culturais da época – o grego e o semita. Não deve ser confundida com a Antioquia da Pisídia (At 13.14). Era a terceira cidade do Império Romano, vindo depois de Roma e Alexandria. Passou a ser a capital da província romana da Síria, em 64 a.C., quando Pompeu a conquistou.

3. O caráter universal do evangelho. Era cidade de população mista e boa parte desta era de judeus. Josefo afirma que muitos judeus emigraram para a região nos dias dos selêucidas e outros fugiram para lá durante as guerras dos Macabeus. Isso talvez justifique a forte presença judaica, em Antioquia, nesse período da história da Igreja. A chegada do evangelho à cidade representou muito cedo o caráter universal da mensagem cristã. A partir daí o Cristianismo saiu dos círculos judaicos para ser pregado a todos os povos, conforme determinação do Senhor Jesus (Mt 28.19,20; Mc 16.15).

II. OS FUNDADORES DA IGREJA DE ANTIOQUIA

1. Começou no anonimato. Os fundadores da igreja de Antioquia eram de Chipre e de Cirene: “Os quais, entrando em Antioquia, falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus” (v.20). Até então o evangelho era pregado só aos judeus (v.19). Talvez a experiência de Pedro na casa de Cornélio tivesse chegado ao conhecimento deles, e começaram a pregar também aos gentios (v.20). O resultado foi extraordinário! Esses gregos creram no Senhor Jesus e o número deles crescia a cada dia (v.21). Nascia a igreja dos gentios. A ordem profética “até aos confins da terra”, de Jesus, caminhava rapidamente para o seu cumprimento (At 1.8).

2. Barnabé e Lúcio. As notícias foram recebidas com alegria pela igreja de Jerusalém. Curioso é que Barnabé era de Chipre (At 4.36) e Lúcio, um dos doutores da igreja de Antioquia, era de Cirene (At 13.1). Será que a iniciativa de se pregar aos gentios partiu deles? Quem seriam pois esses missionários? Muitos de nossos pioneiros ficaram no anonimato. Há grandes trabalhos que foram iniciados por pessoas anônimas, mas Deus conhece cada uma delas. Tais pessoas terão o seu galardão, e serão conhecidas e reconhecidas por toda a eternidade.

III. ESTRUTURANDO UMA IGREJA EM CRESCIMENTO

1. Enviado para ensinar. Barnabé foi enviado pela igreja de Jerusalém para ensinar aos gentios de Antioquia (v.26). Entendeu muito cedo o caráter universal do evangelho de Jesus. Ele e Saulo foram os primeiros pastores de Antioquia, e no exercício de seu ministério ultrapassaram as barreiras culturais. O Cristianismo é transcultural; a igreja de Jerusalém enviou o homem certo para Antioquia. Por ser cipriota, talvez tivesse mais jeito de lidar com os gentios (v.22). Esse é um exemplo de missionário enviado para ensinar numa igreja já constituída.

2. O convite feito a Saulo. Barnabé foi o primeiro que entendeu a nova realidade. Vendo que os costumes dos gentios eram muito diferentes das tradições judaicas e que aqueles irmãos estavam alegres e eram fervorosos no espírito, mas provenientes de outra cultura, lembrou-se de Saulo, pois sabia que o Senhor Jesus o havia chamado para pregar e ensinar aos gentios. Saulo era de Tarso, grande centro cultural da época, e conhecia a cultura grega. Ninguém melhor do que Saulo para ensinar a esses novos crentes de costumes estranhos. Barnabé não hesitou em buscá-lo em Tarso para essa nobre tarefa (v.25). Antioquia conquistou essa importância na história do Cristianismo graças a estrutura bem organizada por Barnabé e Saulo.

IV. O QUE SIGNIFICA O NOME “CRISTÃO”?

1. A palavra “cristão” ocorre somente três vezes no Novo Testamento (11.26; 26.28; 1 Pe 4.6). Originalmente designava um servo e seguidor de Cristo. Hoje tornou-se um termo geral, destituído do seu significado primitivo. A nós, este termo deve sugerir o nome do nosso Redentor (Rm 3.24), a idéia do profundo relacionamento do crente com Cristo (Rm 8.38,39), o pensamento de que o recebemos como nosso Senhor (Rm 5.1), e a causa da nossa salvação (Hb 5.9). (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD)
Esequias Soares
Extraído da Revista "Lições Bíblicas"
Jovens e Adultos - Lições do 3o. trimestre de 2000
CPAD - Casa Publicadora das Assembléias de Deus



sábado, 28 de agosto de 2010

O que a Bíblia diz sobre o aborto?

No Antigo Testamento, a Bíblia se utiliza das mesmas palavras hebraicas para descrever os ainda não nascidos, os bebês e as crianças. No Novo Testamento, o grego se utiliza, também, das mesmas palavras para descrever crianças ainda não nascidas, os bebês e as crianças, o que indica uma continuidade desde a concepção à fase de criança, e daí até a idade adulta.
A palavra grega brephos é empregada com freqüência para os recém-nascidos, para os bebês e para as crianças mais velhas (Lucas 2.12,16; 18.15; 1 Pedro 2.2). Em Atos 7.19, por exemplo, brephos refere-se às crianças mortas por ordem de Faraó. Mas em Lucas 1.41,44 a mesma palavra é empregada referindo-se a João Batista, enquanto ainda não havia nascido, estando no ventre de sua mãe.
Aos olhos de Deus ele era indistinguível com relação a outras crianças. O escritor bíblico também nos informa que João Batista foi cheio do Espírito Santo enquanto ainda se encontrava no ventre materno, indicando, com isso, o inconfundível ser (Lucas 1.15). Mesmo três meses antes de nascer, João conseguia fazer um miraculoso reconhecimento de Jesus, já presente no ventre de Maria (Lucas 1.44).
Com base nisso, encontramos a palavra grega huios significando "filho", utilizada em Lucas 1.36, descrevendo a existência de João Batista no ventre materno, antes de seu nascimento (seis meses antes, para ser preciso).
A palavra hebraica yeled é usada normalmente para se referir a filhos (ou seja, uma criança, um menino etc.). Mas, em Êxodo 21.22, é utilizada para se referir a um filho no ventre. Em Gênesis 25.22 a palavra yeladim (filhos) é usada para se referir aos filhos de Rebeca que se empurravam enquanto ainda no ventre materno. Em Jó 3.3, Jó usa a palavra geber para descrever sua concepção: "Foi concebido um homem! [literalmente, foi concebida uma criança homem]".
Mas a palavra geber é um substantivo hebraico normalmente utilizado para traduzir a idéia de um "homem", um "macho" ou ainda um "marido". Em Jó 3.11-16, Jó equipara a criança ainda não nascida ("crianças que nunca viram a luz") com reis, conselheiros e príncipes.
Todos esses textos bíblicos e muitos outros indicam que Deus não faz distinção entre vida em potencial e vida real, ou em delinear estágios do ser – ou seja, entre uma criança ainda não nascida no ventre materno em qualquer que seja o estágio e um recém-nascido ou uma criança. As Escrituras pressupõem reiteradamente a continuidade de uma pessoa, desde a concepção até o ser adulto. Aliás, não há qualquer palavra especial utilizada exclusivamente para descrever o ainda não nascido que permita distingui-lo de um recém-nascido, no tocante a ser e com referência a seu valor pessoal.
E ainda, o próprio Deus se relaciona com pessoas ainda não nascidas. No Salmo 139.16, o salmista diz com referência a Deus: "Os teus olhos me viram a substância ainda informe". O autor se utiliza da palavra golem, traduzida como "substância", para descrever-se a si mesmo enquanto ainda no ventre materno. Ele se utiliza desse termo para se referir ao cuidado pessoal de Deus por ele mesmo durante a primeira parte de seu estado embrionário (desde a nidação até as primeiras semanas de vida), o estado antes do feto estar fisicamente "formado" numa miniatura de ser humano.
Sabemos hoje que o embrião é "informe" durante apenas quatro ou cinco semanas. Em outras palavras, mesmo na fase de gestação da "substância ainda informe" (0-4 semanas), Deus diz que Ele se importa com a criança e a está moldando (Salmo 139.13-16).
Outros textos da Bíblia também indicam que Deus se relaciona com o feto como pessoa. Jó 31.15 diz: "Aquele que me formou no ventre materno, não os fez também a eles? Ou não é o mesmo que nos formou na madre?" Em Jó 10.8,11 lemos: "As tuas mãos me plasmaram e me aperfeiçoaram... De pele e carne me vestiste e de ossos e tendões me entreteceste". O Salmo 78.5-6 revela o cuidado de Deus com os "filhos que ainda hão de nascer".
O Salmo 139.13-16 afirma: "Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste... Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe". Esses textos bíblicos revelam os pronomes pessoais que são utilizados para descrever o relacionamento entre Deus e os que estão no ventre materno.
Esses versículos e outros (Jeremias 1.5; Gálatas 1.15, 16; Isaías 49.1,5) demonstram que Deus enxerga os que ainda não nasceram e se encontram no ventre materno como pessoas. Não há outra conclusão possível. Precisamos concordar com o teólogo John Frame: "Não há nada nas Escrituras que possa sugerir, ainda que remotamente, que uma criança ainda não nascida seja qualquer coisa menos que uma pessoa humana, a partir do momento da concepção".
À luz do acima exposto, precisamos concluir que esses textos das Escrituras demonstram que a vida humana pertence a Deus, e não a nós, e que, por isso, proíbem o aborto. A Bíblia ensina que, em última análise, as pessoas pertencem a Deus porque todos os homens foram criados por Ele.

John Ankerberg e John Weldon

Fonte: http://www.chamada.com.br/mensagens/fatos_aborto.html

sábado, 14 de agosto de 2010

Série televisiva iraniana sobre Jesus é proibida no Líbano

Mulher cristã durante manifestação contra a transmissão de um programa iraniano sobre Jesus Fonte:AFP

LÍBANO (*) - Uma biografia televisiva de Jesus, produzida no Irã e transmitida durante o Ramadã no Líbano, foi proibida nesta sexta-feira, informou uma fonte da Segurança Geral libanesa. "A Segurança Geral pediu às duas emissoras libanesas que tinham colocado a série no ar durante o Ramadã que interrompessem a transmissão", explicou à AFP um funcionário do organismo, que pediu o anonimato.
O Messias é, originalmente, um filme iraniano que dá uma visão islâmica de Jesus Cristo, adaptado para a televisão.
A série foi dublada em árabe, e sua transmissão começou durante o Ramadã, mês sagrado de jejum para os muçulmanos, nas redes libanesas NBN e Al Manar - que pertencem, respectivamente, ao presidente do Parlamento, o xiita Nabih Berri, e ao movimento xiita Hezbollah. As duas cadeias indicaram em um comunicado que suspenderiam imediatamente a transmissão.
O arcebispo maronita, Bechara al Rai, havia pedido anteriormente a proibição da série por considerar que a produção "nega as bases do cristianismo".
Os cristãos acreditam que Jesus era o filho de Deus, que morreu na cruz e em seguida ressuscitou e subiu ao céu.
Para os muçulmanos, que consideram Jesus como um de seus profetas, este teria ascendido ao céu em vida, o que aparece na série. Além disso, na biografia televisiva o crucificado é o apóstolo Judas, e não Jesus.

 Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo.


Fonte; AFP e Missão Portas Abertas http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=6430

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Deus é Luz, o que isso significa?

Pr. Marcelo Oliveira
Uma das grandes declarações da Bíblia é: Deus é luz (1 Jo 1.5). Deus é luz em sua autorrevelação ao homem. Deus é amor em sua obra de salvação redentora. A síntese do ensino de Jesus acerca de Deus é que Ele é luz. A luz ilumina, aquece, purifica e alastra. Ela traz conhecimento da verdade e resplandece nas trevas da ignorância. O que isto pode nos ensinar?

Primeiro, Deus é luz no sentido de que é da sua natureza revelar-se. Só conhecemos a Deus porque Ele se revelou. É de sua natureza revelar-se, assim como a propriedade da luz é brilhar. Dizer que Deus é luz significa que não há nenhuma coisa secreta, furtiva e encoberta ao seu redor. Deus quer que os homens o vejam e o conheçam.
Deus se revelou na criação, na consciência, nas Escrituras e em Jesus, o verbo encarnado. O conhecimento de Deus não é um privilégio apenas de um grupo seleto e iluminados pelos mistérios do gnosticismo, mas é franqueado a todos que contemplam seu Filho, a luz do mundo.

Segundo, Deus é luz no sentido de sua perfeição moral absoluta. Deus é santo e puro. Não há mácula em seu caráter. Ele é imaculado. Ele é puríssimo em seu ser, em suas palavras e em suas obras. Na há trevas que ocultam algum mal secreto em Deus nem sombra de alguma coisa que tema essa luz. O apóstolo João diz que não há Nele treva alguma.

Terceiro, Deus é luz no sentido de que nada pode ficar oculto aos seus olhos. Deus é luz e habita em luz inacessível (1 Tm 6.16). A luz penetra nas trevas e as trevas não podem prevalecer contra ela. Deus é onisciente e para Ele luz e trevas são a mesma coisa. Ele a tudo vê, a todos sonda e nada escapa do seu conhecimento. A luz penetra nas trevas e as dissipa. É impossível esconder-se de Deus, seja nos confins da terra, seja nas profundezas do mar.

Quarto, Deus é luz no sentido de que não há Nele treva nenhuma. Nos escritos de João, trevas têm uma conotação moral. Trata-se da vida sem Cristo (Jo 8.12). As trevas e a luz são inimigas irreconciliáveis (Jo 1.5). As trevas expressam a ignorância da vida à parte de Cristo (Jo 12.35,46). As trevas significam a imoralidade da vida sem Cristo (Jo 3.19). As trevas apontam para o desamor e o ódio (I Jo 2.9-11). Aquele que é puro em seu ser e santo em suas obras não pode tolerar as trevas nem ter comunhão com aqueles que vivem nas trevas.
Portanto saia das trevas, e venha para a Luz, que é Jesus!
Nele, que disse ser a Luz do mundo e nos convida a seguirmos seus passos



Fonte: Pr Marcelo Oliveira
Supremacia das Escrituras http://davarelohim.blogspot.com/2010/07/deus-e-luz-o-que-isso-significa.html

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

WEB CRENTES

Crente Banda Larga: Acha que quanto mais informações por segundo conseguir transmitir, melhor será.


Crente Blog: Vive de comentários, e se magoa se ninguém lhe visita.

Crente Ctrl C Ctrl V: Julga todas as coisas, retém o que é bom e repassa tudo que é ruim.

Crente Download: Quer curar vírus, mas vive baixando espíritos.

Crente Email: Aborda tudo o que é assunto e espalha boatos como ninguém.

Crente Google: Acha que só ele consegue Buscar o Reino de Deus.

Crente Link: É sublinhado, destacado, e com imposição da mãozinha traz muitas revelações.

Crente Orkut: Fala errado pra kcete, mas muitos não ficam sem ele.

Crente Spam: Se intromete sem ser chamado.

Crente Twitter: Paranóico, acha que quanto mais pessoas o perseguirem, mas abençoado será.
 
fonte: Verticontes http://verticontes.blogspot.com/2010/03/web-crentes.html

domingo, 1 de agosto de 2010

4 Grandes Verdades sobre o Verbo de Deus

“No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. [...] E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai” (Jo 1.1,14)

O apóstolo João, mais do que outros evangelistas, falou-nos acerca da divindade de Jesus Cristo. No prólogo de seu evangelho, já traçou o rumo de sua obra: “No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). Depois de falar que esse Verbo foi o agente criador e também o doador da vida, anuncia de forma esplêndida: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai” (Jo 1.14).
Jesus é a suprema e final manifestação de Deus. Ele é a exegese de Deus. Ele é a interpretação perfeita de Deus. Veremos a seguir as 4 grandes verdades deste Verbo de Deus:

1) A eternidade do Verbo (Jo 1.1) “No principio era o Verbo...”. Quando tudo teve o seu começo, o Verbo estava lá, não como alguém que passou a existir, mas como o agente de tudo o que veio à existência. O Verbo não foi causado; Ele é a causa de tudo que existe. O Verbo não foi criado antes de todas as coisas; ele é o Criador do universo no principio (Jo 1.3). Ora, se antes do principio descortinava-se a eternidade, e se o Verbo já existia antes do começo de tudo, o Verbo é eterno. A eternidade é um atributo exclusivo de Deus. Só Deus é eterno.

2) A personalidade do Verbo (Jo 1.1) “...e o Verbo estava com Deus...”. No principio, o Verbo estava em total e perfeita comunhão com Deus. A expressão grega pros ton Theon traz a idéia de que o Verbo estava face a face com Deus. Como Deus é uma pessoa, e não uma energia, o Verbo também é uma pessoa. O Verbo é Jesus, a segunda pessoa da Trindade. Isso significa que, antes da encarnação do Verbo, Ele já existia, desde toda a eternidade, e em plena comunhão com o Pai.
Jesus não passou a existir depois que nasceu em Belém. Ele é o Pai da Eternidade. O Verbo é o Filho; e Pai e Filho têm perfeita comunhão desde a eternidade. Embora sejam pessoas distintas, são um só Deus, da mesma essência e substância.

3) A divindade do Verbo (Jo 1.1) “...e o Verbo era Deus”. O Verbo não é apenas eterno e pessoal, mas também divino. Ele é Deus. Ele é a causa não causada. Ele é a origem de todas as coisas. Ele é o criador do universo. Ele é o Verbo, ou seja, o agente criador de tudo o que existe, das coisas visíveis e invisíveis. O Deus único e verdadeiro constitui-se em três pessoas distintas, porém iguais, da mesma essência e substância. O Verbo não é uma criatura, mas o criador. Ele não é um ser inferior a Deus, mas o próprio Deus.
Jesus não é uma criatura intermediária entre Deus e o homem. Ele é perfeitamente Deus e perfeitamente homem. Ele não deixou de ser Deus ao assumir a forma humana, e não deixou de ser homem ao retornar à glória que tinha junto do Pai.

4) A encarnação do Verbo (Jo 1.14) - “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, [...] como a glória do unigênito do Pai”. Aqui está o sublime mistério da encarnação: o eterno entrou no tempo. O transcendente tornou-se imanente. Aquele que nem o céu dos céus pode contê-lo foi enfaixado em panos e deitado numa manjedoura.
Deus se fez homem, o Senhor dos senhores se fez servo. Aquele que é santo, santo, santo se fez pecado por nós; Aquele que é exaltado acima dos querubins, assumiu o nosso lugar, como nosso fiador, fez-se maldição por nós e sorveu sozinho o cálice amargo da ira de Deus, morrendo morte de cruz, para nos dar a vida eterna. Jesus veio nos revelar de forma eloqüente o amor de Deus!

Nele, Pr Marcelo


Fonte: A Supremacia das Escrituras http://davarelohim.blogspot.com/2010/07/4-grandes-verdades-sobre-o-verbo-de.html

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Os Pastores das Igrejas Assembleias de Deus e as eleições de Outubro 2010

João Cruzué


No dia 03 de outubro de 2010, serão realizadas eleições para todos cargos políticos desta nação, exceto para prefeitos e vereadores. As principais matérias de cunho anti-cristão, tais como aborto, casamento gay, projeto de lei da homofobia, projeto de direitos autorais da internet e outras, estão estrategicamente escondidas nas gavetas do Congresso esperando que o término dessas eleições para voltarem com toda força. No momento, os crentes que sempre foram considerados o atraso da sociedade brasileira pela grande maioria dos políticos, estão sendo paparicados e adulados.

Creio que isto não é novidade para nenhum dos leitores.

Como também não é novidade a certeza que muitos políticos descrentes têm, que é muito fácil comprar o voto dos evangélicos a partir de propostas indecentes para seus pastores. Eles sabem que a fé e a moral desses pastores são bem relativas - com as raras e abençoadas exceções de sempre.

Pois bem, assim que os próximos deputados federais e senadores tomarem posse, em 2011, todos os assuntos anti-bíblicos engavetados e camuflados, voltarão à pauta. E os crentes voltarão a ter o cheiro ruim de fundamentalismo e atraso que eles sempre disseram, depois de eleitos.

Se estes projetos contrários à Bíblia se converterem em Lei - como já aconteceu na Argentina, no Chile e na Suécia - berço dos missionários que fundaram e organizaram a Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Brasil - eu tenho algo muito grave a dizer. Se estas leis vieram a prejudicar a sociedade brasileira, é por culpa principalmente dos Pastores da Igreja Evangélica Assembleia de Deus.

Por que?

Porque seus templos recebem a visita de todos os candidatos com pretensão ao Congresso Nacional. Os homens que decidirão o destino das leis. Esses pastores sabem exatamente o que deve e o que não deve ser feito com os votos dos membros das suas Igrejas. E digo mais, que é muito difícil um aspirante ao Congresso Nacional, hoje, conquistar seu cargo - sem votos de evangélicos.

Se na próxima legislatura, as crianças e adolescentes de nossas Igrejas voltarem para casa com um cartilha de homoafetividade na mão, impressa com autorização do MEC. como está acontecendo no Chile. Se no dia de amanhã, pastores forem obrigados a mudar a liturgia ministerial em suas Igrejas para se adequar à lei de homofobia - como aconteceu na Suécia. Se no dia de amanhã quebraram as portas de templos evangélicos para celebrar casamentos e outros eventos para gays e lésbicas, eu vou culpar e responsabilizar principalmente os pastores da "minha" Igreja - a Igreja Evangélica Assembleia de Deus.

Vou culpar por não conscientizarem seus membros, porque eu não me atreveria a pensar que os culparia por negociar os votos potenciais de suas Igrejas em favor de ímpios por dinheiro ou vantagens inescrupulosas. Ou por empregos para parentes, terrenos para templos ou cinco milheiros de blocos.

Senhores pastores, o voto evangélico representa, no mínimo, 25% dos eleitores desta nação. Não costumamos votar com base em vida religiosa dos candidatos, mas por sua potencial competência. Mas de agora em diante, os candidatos comprometidos com causas inimigas da Igreja, ainda que vierem vestidos de branco e trazendo auréola de santos - não merecem o nosso voto. Não devem recerber um voto que seja de um cristão, que tenha temor de Deus.

E por falar em temor de Deus, antes de votar em outubro pergunte para seu travesseiro: o deputado federal e os dois senadores que estiver pensando em votar, vai respeitar os interesses cristãos diante de um projeto que venha a prejudicar a Igreja? Se tiver dúvidas - não vote neles.

E se seu pastor estiver fazendo campanha ostensiva ou disfarçada na Igreja em favor de candidatos, que só aparecem na Igreja no período eleitoral, reuna alguns irmãos e peçam explicações a ele. Não seja omisso, pois no dia que seu filho ou neto voltar para casa com uma cartilha gay ou sua Igreja for obrigada a realizar casamentos gay, ou ser proibido ler a Bíblia inteiro no púlpito, a culpa vai ser do seu pastor e também sua porque não fez nada - a não ser criticar.

Isto é muito duro, mas é melhor dizer agora - antes das eleições.


Fonte: João Cruzué http://olharcristao.blogspot.com/2010/07/pastores-igreja-assembleia-de-deus-e.html

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Parece Cordeiro,Mas fala como Dragão

Vivemos dias terríveis, dias que jamais imaginei contemplar. Não digo isso apenas por causa da maldade que prolifera exponencialmente na vida daqueles que abertamente vivem longe de Cristo. Infelizmente, até nos acostumamos a ouvir histórias cruéis como de filhos que matam seus pais, pais que jogam seus filhos pela janela, mães que abandonam recém-nascidos no lixo, goleiros suspeitos de assassinar namoradas, padres pedófilos, políticos corruptos, etc.
Entretanto, a assustadora maldade, que outrora ficava à espreita em lugares escusos, mudou ousadamente sua abordagem. O mal deixou suas trincheiras para caminhar em plena luz do dia e, vorazmente, avançar sobre todos. A perversidade, o engano, os desvios de conduta como homossexualismo, homicídios, idolatrias, imoralidades, adultérios, divórcios, mentiras e ensinos enganosos, coisas tão comuns na vida daqueles que se perdem sem Cristo, deixaram de ser algo “exclusivo” deles!
O mal é sagaz, perseverante e astuto como uma serpente. Ele abandonou sua real aparência (2 Co 11.14), banhou-se e adentrou as melhores universidades, conquistou títulos e diversos doutorados, dominou com fluência muitos idiomas, visitou inúmeros países e, quando estava pronto, deu seu mais cruel golpe: colocou sua melhor roupa e assumiu o púlpito de muitas igrejas. Na forma de um intelectual poderoso, o mal descobriu que para matar a presa, nem sempre é necessário dilacerá-las ferozmente. Não! Ele as mata por dentro, aos poucos, pelo coração. Como? É simples. Com palavras bonitas e poder de persuasão, ensina mentiras, oferecendo, sistematicamente, porções doces de intelectualidade vazia e filosofias meramente humanas.
Já ouvi de púlpitos brasileiros lições que ensinaram que Abraão foi um “banana” por entregar seu filho Isaque em sacrifício sem lutar com Deus; que sexo fora do casamento é lícito, desde que seja feito com respeito e fidelidade; que os crentes precisam “se libertar de Jesus”, deixando de ser tão dependentes dele; e que o relacionamento amoroso entre crente e incrédulo não é pecado, mas apenas falta de sabedoria.
Esses argumentos trocam a verdade das Escrituras por uma intelectualidade vazia, porém diplomada, a qual é ovacionada por crentes rasos e falsos irmãos. Nada há de errado em ser intelectual. Errado é colocar a mente humana acima das Escrituras, desprezando o que nos é ensinado, como: “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te apoies no teu próprio entendimento” (Pv 3.5).
Essa realidade, que me causa tanta tristeza, não deveria ser motivo de espanto. Deus nos alertou de que o mal entraria na igreja e não pouparia o rebanho e que viriam tempos em que os líderes falariam coisas pervertidas. O apóstolo disse: “Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles” (At 20.29-30).
Portanto, não devemos julgar um pregador, mestre, intelectual pela sua aparência ou oratória. Se fizermos assim, certamente incorreremos no erro. Julguem os irmãos e os falsos irmãos à luz do que eles ensinam e não à luz do resultado que eles transitoriamente alcançam. Em Apocalipse, João nos diz que o falso profeta, aquele que por seus prodígios e discursos irá seduzir milhares de pessoas, levando-as a adorar o anticristo, tem uma característica muito semelhante à de muitos pastores e intelectuais da atualidade. Apocalipse 13.11-14 diz: “Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão. [...] Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta [...] Seduz os que habitam a terra”.
O dragão e o cordeiro são conhecidos e diferenciados pela sua fala. O mal na igreja não será identificado se olharmos para quantos membros ela possui, para o valor financeiro que ela arrecada, para os diplomas que seus líderes ou pastores têm pendurados na parede, para quão intelectual ou filosófico eles demonstrem ser ou para o tamanho do prédio da igreja. A igreja é reconhecida pelo que é ensinado do seu púlpito, pois dali jorrará vida ou morte. Lucas escreveu: “Ora, os de Bereia eram mais nobres que os homens de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (At 17.11).
Examine todos os dias as Escrituras para ver se o ensino do púlpito confere com a Bíblia. Os verdadeiros mestres não ficarão intimidados com isso, mas os falsos intelectuais sim, visto que alguém sabiamente disse: “A verdade quer ser testada...”. “MAIS CRISTO, MENOS INTELECTUALIDADE VAZIA.”


Fonte:Soli Deo Gloria http://sociedadepensadores.blogspot.com/2010/07/pastoral-parece-cordeiro-mas-fala-como.html

sábado, 17 de julho de 2010

ESCOLA BÍBLICA DE OBREIROS



PROGRAMAÇÃO 2ª ESCOLA BÍBLICA DE OBREIROS -ADJUF


DATA: 24 E 25 DE JUlHO 2010

LOCAL: ASSEMBLÉIA DE DEUS, AV. DOS ANDRADAS, 1125- MORRO DA GLÓRIA

ENTRADA FRANCA

PALESTRANTES:

PR. NELSON TAVRES JÚNIOR (MG)
PR. CIRO SANCHES ZIBORDI (RJ)
PR. HÉLIO ALVES DE OLIVEIRA (MG)
PR. ELIAS PEREIRA DA SILVA(MG)
PR. EZEQUIEL ARAÚJO ANDRADE (MG)

PROGRAMAÇÃO:

SÁBADO:

Manhã

Início - 8:00h – leitura Bíblica, louvor, oração.

Palestra 1 – 8:30h ás 10:15 – Pr. Ezequiel Araújo
Palestra 2 – 10:30h ás 12:00h – Pr. Hélio Alves
Almoço: 12:00h às 14:00h

Tarde
Início: 14:00h – leitura bíblica, louvor, oração.
Palestra 3 – 14: 20h às 15:50h Pr. Nelson T Júnior

Intervalo: lanche, descanso,banho,etc.

Noite

Início :19:15h –louvor, oração, leitura bíblica.
Palestra 4 – 19:30h ás 21:00h. Pr Ciro Sanches Zibordi

Encerramento: 21: 05.

Domingo

Manhã

Início: 9:00h – Oração, louvor, leitura bíblica
Síntese da EBD. 9:15h às 9:45h
Palestra 5 – 9:50h às 11:30h Pr. Ciro Sanches Zibordi
Almoço: 12:00h às 14:00h

Tarde

Início: 14:00h –Louvor, oração, leitura bíblica
Palestra 6 – 14:15h às 15:45h – Pr. Elias Pereira
Noite – Culto Evangelístico – Início: 19:00 h Pr. Ciro Sanches

TEMAS:

Batalhando pela fé cristã e conservando a palavra de Deus.
Batalhando pela fé cristã e mantendo a unidade da Igreja.
Batalhando pela fé cristã, usando os talentos dados por Deus.
Batalhando pela fé cristã, buscando um avivamento pleno.
Batalhando pela fé cristã, preparados para o arrebatamento da Igreja.
Batalhando pela fé cristã, liderando com eficácia.

O horários e palestrantes poderão ser mudados em virtude de força maior.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O maior fracassado do mundo segundo a ótica dos teólogos da prosperidade

Para os teólogos da prosperidade o apóstolo Paulo pode ser considerado o mais fracassado ministério de todos os tempos.
Ele não foi rico, não possuiu grandes propriedades, não teve carros, cavalos e barcos, não morou em mansões, nem tampouco possuiu ouro, prata e riquezas. Para piorar a situação, o apóstolo aos gentios, recebeu dos judeus cinco quarentenas de açoites, foi açoitado com varas, apedrejado, sofreu três naufrágios, passou uma noite e um dia no abismo. Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos com os patrícios, em perigos com os gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos, em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Além disso ele foi preso algumas vezes, lançado em cárceres fétidos e mal cheirosos, tendo morrido na mais profunda miséria.
Para os defensores da teologia da prosperidade Paulo não estava na visão e por não possuir a unção de Deus morreu a mingua.
Pois é, pobre Paulo, miserável Paulo, não pode ser comparado aos apóstolos de hoje que são homens "ungidos" além de proprietários de jatinhos e mansões e milhões.
Pobre que nem Paulo, só um tal de Jesus de Nazaré.

Pense nisso,

Renato Vargens -http://renatovargens.blogspot.com/2010/06/o-maior-fracassado-do-mundo-segundo.html

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Diferenças entre Ministério,Vocação,Dom e Talento


Não saber o  significado desses vocábulos (ministério, vocação, dom e talento) e sua aplicação prática tem trazido muita confusão às pessoas – em especial ao povo de Deus. Assim, tentaremos responder a essa pergunta analisando as definições de cada termo e como ele se aplica à vida cristã.

Primeiro: Ministério, e algumas de suas definições.

1º) Cargo ou ofício de Ministro (Conselheiro; auxiliar; empregado)

2º) Desempenho de um serviço

3º) Exercício de um serviço religioso especial, como o dos levitas, sacerdotes, profetas e apóstolos.

Segundo: Vocação, e algumas de suas definições:

1º) Substantivo feminino; tendência

2º) Disposição; tendência predominante numa pessoa; atitude característica

3º) Inclinação; modo de pensar em relação a algo

Terceiro: Dom, e algumas de suas definições:

1º) Capacidade que o Espírito Santo concede aos servos de Deus para uso em favor dos outros

2º) Presente

3º) Oferta

E por último, Talento e algumas de suas definições:

1º) Uma habilidade especial de fazer algo

2º) Habilidade do inventar;

3º) Criar no pensamento; ser o primeiro a ter a idéia de;

Pois bem, sabendo isso, podemos agora analisar as diferenças existentes entre si.
No contexto bíblico, entende-se que Deus escolhe o homem para determinados fins. Ele, através de sua onisciência e onipotência, criou o homem com uma característica inigualável no aspecto da sua individualidade. Assim, quando imaginamos que para execução de um determinado serviço é necessário a utilização de vários instrumentos, podemos deduzir que para cada tipo de obra, Deus se utiliza dessa individualidade do homem. Então, pode-se concluir que todos nós nascemos com um TALENTO e através desse talento, descobrimos a nossa VOCAÇÃO. Quando essa vocação é voltada para a obra de Deus, recebemos o DOM de Deus que nos capacita para exercermos o MINISTÉRIO ao qual Deus tem nos chamado.


terça-feira, 6 de julho de 2010

A Natureza da Atividade Profética


Subsídio da lição 2 da revista de escola dominical da CPAD

 
TEXTO ÁUREO

“Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo filho” (Hb 1.1).

A parte inicial dessa perícope introduz as duas épocas na história quando Deus relacionava-se com o seu povo e falava em termos de ‘outrora’ (antigamente; noutro tempo) e estes ‘últimos dias’. Um prólogo que remete à mensagem principal: A vinda de Cristo estabeleceu a nossa época como os prometidos “últimos dias’ da salvação comunicados pelos profetas (Jr 23.20; Os 3.5; Mq 4.1). O falar de muitas maneiras inclui visões, sonhos e Símiles (Nm 12.6-8). Símiles eram figuras de linguagem que transmitiam mensagens divinas – Comparação que se faz entre duas coisas que se assemelham; Semelhança, analogia; Exemplo que se propõe; Parábola: 2Sm 12.1-4; Sl 78.2; Is 5.1-7; Ez 17.2-10. Entre as símiles pelas quais os profetas representaram a mensagem divina estava a vida do próprio Oséias e seu relacionamento com sua esposa prostituta Gomer, uma representação que descrevia o amor de Deus por Israel.

VERDADE PRÁTICA

A autêntica comunicação profética, nos tempos bíblicos, era feita por meio de palavras e de figuras, a fim de que o povo compreendesse claramente a mensagem divina.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Jeremias 1.4-6, 9-14

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

- Explicar as formas de comunicação divina aos profetas, e pelos profetas ao povo;

- Descrever a interpretação naturalista acerca dos profetas do Antigo Testamento, e

- Refutar a falácia dos naturalistas com argumentos bíblicos.

PALAVRA-CHAVE

C O M U N I C A Ç Ã O

- Informação; participação; aviso; Transmissão; Notícia; Passagem. Ligação; Convivência; Relações.

- Processo de emissão, transmissão e recepção de mensagens por meio de métodos ou sistemas convencionais.

COMENTÁRIO

(I. INTRODUÇÃO)

No período veterotestamentário, Deus escolheu entrar em um relacionamento íntimo inicialmente com um só homem, posteriormente com sua família e seus descendentes. Sua intenção não era criar uma religião judia, mas desejou uma relação de aliança com o seu povo e por esse motivo, a religião dos israelitas era totalmente diferente das nações vizinhas. YAHWEH cobrou um espírito quebrantado e contrito em vez de sacrifícios (Sl 51.17), justiça em lugar de dias festivos (AM 5.21-24), e em lugar de ofertas de carneiros e óleo Ele queria pessoas justas, bondosas e que andassem humildemente com Ele (Mq 6.8). A moral desse relacionamento é mostrar o tipo de vida que Ele requeria que seu povo vivesse mediante o poder do Seu Espírito (Rm 8.4). Para manter esse relacionamento, Deus usou ao lado dos Sacerdotes e levitas outro grupo de representação: os profetas. Estes vocacionados representavam Deus e falavam por Ele ao povo. Defendiam a todo custo os retos padrões requeridos por YAHWEH nesse relacionamento e chamavam o povo para Ele (Dt 13.4). Ralph Gower afirma que a pessoa se tornava profeta ao perceber que Deus estava falando com ela e precisava então transmitir a mensagem recebida, o que era feito conforme a personalidade única de cada profeta. (Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos, Gower, Ralph, CPAD, p. 368). È sobre esta forma de comunicação entre um Deus amoroso com seu povo e como essa mensagem era transmitida que estudaremos hoje.

(II. DESENVOLVIMENTO)

I. AS FORMAS DE COMUNICAÇÃO DE DEUS AOS PROFETAS

1. “[...]Veio a mim a palavra do SENHOR” (v. 4). A maioria dos seguimentos cristãos acredita que somente Deus pode ver o futuro e muitas vezes é o desejo dEle revelar fatos futuros ao homem. Para isso, Deus usava e ainda usa homens que recebem as suas revelações e as transmite por forma oral ou escrita. Deus chamou Jeremias para o ministério profético de anunciar o julgamento divino contra Judá por causa da idolatria e durante 40 anos Jeremias exerceu seu ofício até o exílio babilônico e durante esse período, a Palavra do senhor veio a ele por repetidas vezes. A expressão ‘veio a mim a palavra do Senhor’, com freqüência, abre livros profético (Os 1.1; Jl 1.1; Mq 1.1), conseqüentemente, as palavras registradas de Jeremias, são palavras do Senhor. Deus, portanto, falava aos profetas, os quais, por sua vez, transmitiam sua palavra aos homens. De que maneira e por quais caminhos lhes chegava a palavra divina eles mesmos no-lo revelam em seus escritos. É importante saber que a mensagem profética jamais foi produzida pela mente ou perspicácia do profeta, pois este falava somente o que o Espírito Santo desejava que falasse. Isto, porém, não anulava a individualidade e personalidade do mesmo. Alguns ouviam a voz do Senhor, como por exemplo Oséias e Jeremias, enquanto outros como Amós, Ezequiel e Daniel, tinham visões. Os livros proféticos freqüentemente mencionam a atividade de Deus na transmissão da palavra profética, a saber:

“A mão do Senhor estava sobre o profeta” (Is 8.11; Ez 1.3; 3.14).

“O Espírito do Senhor caiu sobre o profeta” (Ez 11.5).

“A palavra do Senhor veio sobre o profeta” (Jl 1.1; Jn 1.1; Mq 1.1).

“O profeta tomava conselho com o Senhor; não raras vezes, via e ouvia a palavra profética” (Jr 23.18).

“Deus falou pelos profetas” (Hb 1.1).

“O Espírito de Cristo neles estava” (1 Pe 1.11).

Assim, descrevem-nos as visões com que foram favorecidos mediante uma ação sobrenatural, exercida quer sobre os sentidos exteriores, quer sobre a imaginação e as faculdades interiores. Não raras vezes era uma voz que lhes falava, de maneira semelhante, seja sensivelmente, seja mediante uma ação interior. Essa revelação podia suceder-se diretamente, como em Is 6, ou por meio de símiles. Outras vezes o oráculo era transmitido pela observação de um fato sensível, como em Jr 18. Na maioria das vezes, porém, havia uma iluminação direta da mente do profeta. São exemplos dessa forma de comunicação entre o Senhor e o seu mensageiro: o que aconteceu com Samuel quando foi ungir Davi (1Sm 16.6,7), e o que sucedeu ao profeta Isaías ao se encontrar com o rei Acaz (Is 7.3,4).

2. Revelação divina em forma de diálogo (vv 6,9,10). Semelhante à Moisés, Jeremias trava um diálogo com o Senhor alegando incapacidade e inexperiência e Deus então toca-lhe a boca. e diz-lhe: ‘Eis que ponho minhas palavras na tua boca’(v.9), sugerindo que Jeremias foi consagrado para falar as palavras de YAHWEH. A Palavra de Deus é uma força dinâmica e criativa que realiza os propósitos divinos (Is 55.10,11), Jeremias se tornou um porta-voz de Deus, que conferiu-lhe autoridade sobre nações e reinos (v. 10). A frase “assim diz o Senhor” era atestada de duas formas: (a). Através de palavras, com autoridade divina (2 Pe 1.21): Várias vezes os profetas punham seus oráculos em forma de parábolas ou alegorias, seguindo o estilo poético de sua época (Is 5.1-7; 2 Sm 12.1-7; Ez 16; 17); (b). Através de ações concretas ou atos simbólicos: Muitos profetas serviram-se de potentes recursos audiovisuais ao executarem atos simbólicos que encerravam a sua mensagem. O texto de 2 Reis 13.14s., ilustra eficazmente a relação exata em que o símbolo estava em relação à palavra, e em que ambos estavam em relação aos acontecimentos. A palavra corporificada no símbolo é extremamente eficaz e impossível que deixe de ser cumprida; realizará exatamente aquilo que o símbolo declarava.

3. Visão ou sonho. Duas outras principais formas de Deus comunicar sua mensagem ao profeta são visões e sonhos. A Bíblia de Estudo Pentecostal comenta o texto de Dn 7.1 assim: “As palavras ‘sonhos’ e ‘visão’, às vezes, têm emprego revezável na Bíblia. Daniel interpretou sonhos proféticos de outros; Deus também deu ao próprio Daniel sonhos e visões maravilhosos. [...] Sonhos proféticos e visões são também manifestações características do povo de Deus nos últimos dias, quando o ministério do espírito Santo manifesta-se plenamente entre os crentes” (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD,nota Dn 7.1, p. 1256). A comunicação da mensagem divina através das visões que o profeta Jeremias teve é um exemplo que ilustra essa forma de o Eterno transmitir seus oráculos:

a) A visão da vara de amendoeira (vv. 11, 12). “Ainda veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Que é que vês, Jeremias? E eu disse: Vejo uma vara de amendoeira. E disse-me o SENHOR: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la.” (Jr 1.11,12). Nesse texto ocorre um trocadilho com as palavras ‘amendoeira’ e ‘Vigilante’ em hebraico são muito paracecidos; a Bíblia de Jerusalém assim comenta essa perícope: “o termo sheqed (amendoeira), que aguarda a primavera para florescer em primeiro lugar, evoca o vigilante (shôqed), o Deus sempre alerta”. (Bíblia de Jerusalém, Paulus 2002, p. 1362). Dessa forma, esta visão deixa subentender que a palavra do Senhor através de Jeremias cumprir-se-ia rapidamente (Jr 31.28; 44.27).

b) A visão da panela fervendo (vv. 13-15). Já a segunda visão dada pelo Senhor a Jeremias veio algum tempo depois e mostra uma panela fervendo, virada do norte derramando-se sobre Judá, representando a Babilônia trazendo forte juízo de Deus contra o povo de Jeremias. Uma invasão maciça viria do norte como paga pelo abandono ao seu Deus e pelos sacrifícios oferecidos aos falsos deuses e pelo louvor às obras das suas próprias mãos (v. 16).
A comunicação entre Deus e os profetas dava-se por mensagem ou diálogo direto, sonhos e visões. Sinopse do Tópico (1)

II. AS FORMAS DE TRANSMISSÃO DA MENSAGEM DOS PROFETAS AO POVO

1. Declaração oral e direta. Há Três Classes de Profetas - Orais, da Escrita e Cúltica, conforme a maneira pela qual transmitiam os oráculos divinos. Profetas Orais: Gade (1 Sm 22.5); Natã (2 Sm 12.1); Ido (2 Cr 9.29); Aías (1 Rs 11.29); Semaías (1 Rs 12.22); Elias (1 Rs 17.1); Azarias (2 Cr 15.1); Eliseu (2 Rs 4.8,9). Profetas da Escrita: São aqueles que se preocuparam em registrar por escrito suas exortações, admoestações, consolações e previsões futuras. Os profetas da Escrita eram também profetas Orais. Destacamos como profetas da Escrita: Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel, entre outros. Profetas cúlticos: Os profetas cúlticos são aqueles em que a profecia estava moldada numa forma litúrgica. O texto de 2 Crônicas 20 pressupõe que os profetas cúlticos estavam ligados ao santuário, trabalhando juntamente com o sacerdote, e estavam incumbidos do aspecto sacrifical da adoração (2 Cr 29.21-24). Jaaziel era um levita, oficial do culto, dotado de uma capacidade profética (2 Cr 20.14). Percebe-se em alguns Salmos, uma indicação desse mesmo fenômeno (Sl 60.6; 75; 82). Em todos esses Salmos há uma seção em que uma voz fala na primeira pessoa do singular: trata-se da resposta oracular – o profeta associado com o culto, apresentando a declaração contemporânea de Deus ao seu povo. Esse organismo profético-litúrgico, foi instituído pela vontade de Deus, através do profeta Gade (2 Cr 29.25), quando instituiu as corporações dos cantores no Templo. [http://teologiaegraca.blogspot.com/2010/07/profetismo-e-profetas-biblicos.html]

2. Figuras e símbolos. Outras formas de os arautos proclamarem a mensagem profética são as figuras e símbolos. Representam cada uma delas realidades correspondentes. Costuma ser tão palpável a natureza figurativa e simbólica, que uma interpretação ao pé da letra quase se faz desnecessária (veja Jo 6.51-65). O símbolo é uma espécie de tipo pelo qual se representa alguma coisa ou fato por meio de outra coisa ou fato familiar que se considera a propósito para servir de semelhança ou representação (o leão é considerado o rei dos animais do bosque; assim é que achamos na Escrituras a majestade real simbolizada pelo leão – Hermenêutica, E. Lund, P. C. Nelson, Vida, p. 81).

3. Casos reais que servem de representação para comunicar a mensagem. Uma forma rara de comunicação da mensagem divina é a que envolve casos reais, utilizados para exemplificar a situação entre Deus e o povo. Muitos profetas serviram-se de atos simbólicos (também chamados de oráculos por ação) que encerravam a sua mensagem. Por exemplo: Isaías andou três anos descalço e nu por sinal e prodígio sobre a Etiópia (Is 20.3); Jeremias é recomendado a descer à casa do oleiro (Jr 18) a fim de receber a mensagem de Deus; Oseias é orientado para casar-se com uma mulher prostituta (Os 1.2), para que sua vida fosse uma viva pregação da infidelidade do povo e do amor do Senhor; Ezequiel cercou uma cidade em miniatura (Ez 4.1-3); escavou através do muro da casa (Ez 21.1), e Aías ao rasgar sua roupa em doze pedaços, e entregar dez a Jeroboão (1 Rs 11.29).
A comunicação entre Deus e o povo por meio dos profetas ocorria mediante a mensagem oral e direta, figuras e símbolos proféticos e casos reais ou oráculos por ação. Sinopse do Tópico (2)

III. A QUESTÃO EXTÁTICA DO PROFETA

1. Interpretação naturalista. Grupos Extáticos - estes profetas andavam livremente por Judá e vizinhança, eram músicos que buscavam no êxtase um estado de transe para assim proferirem suas mensagens. Observa-se nesta categoria a presença de Saul (1 Sm 10. 5), e dos profetas de Baal (1Rs 18.19-40). À luz de 1Sm 9.9, parecem ter sido grupos religiosos patriotas de moços, aos quais Samuel procurava transformar numa força religiosa-moral, em relação às tribos, que eram ameaçadas pelas práticas religiosas de outros povos, como os filisteus(Jz 2.16,17; 10.11). Em Números 11.26-32, quando Eldade e Medade foram tomados pelo Espírito de Deus e entraram em êxtase, relata-se que Josué os criticou. Moisés, no entanto, respondeu: “... eu gostaria que o Deus Eterno desse o seu Espírito a todo o seu povo e fizesse que todos fossem profetas!” (Nm 11.29b). Em outras ocasiões, no entanto, estes “profetas malucos” (Oséias) causavam repulsa. Em 1Sm 10.6 percebemos que havia por parte dos hebreus, um certo menosprezo a este grupo. Isto porque o povo os considerava malucos, por sua maneira exótica de se comportarem. A Bíblia de Jerusalém diz: “Então o Espírito de Iahweh virá sobre ti, e entrarás em delírio com eles e te transformará em outro homem” (1 Sm 10.6). Do exposto, concluo, sem medo de errar, que haviam profetas verdadeiros que profetizavam de forma extática; A única diferença entre Saul e os profetas extáticos, que comumente chegavam ao transe através de uma série de estímulos, é que Saul “entrou em transe” por uma ação direta do Espírito Santo. Ele não precisou dos subterfúgios dos extáticos para se “transformar (temporariamente) em outro homem”. Deus assim o quis e Saul entrou em êxtase. Os Intérpretes Naturalistas entendem que o fenômeno do êxtase era apenas um estado emocional da pessoa.



2. Falácia dos naturalistas. A interpretação naturalista é uma teoria metafísica que defende que todos os fenômenos podem ser explicados mecanicamente em termos de causas e leis naturais. O naturalismo opõe-se ao sobrenaturalismo, teoria metafísica teológica. O naturalismo é muitas vezes confundindo com ateísmo, materialismo, positivismo, empirismo, determinismo e cientismo. A interpretação naturalista é antibíblica, porque as Escrituras Sagradas declaram que a fonte dos oráculos proféticos é o próprio Deus (Os 12.10; 2Pe 1.21).



3. A base dos naturalistas e uma refutação. Os profetas falavam movidos pelo Espírito Santo (2Pe 1.21). Literalmente, a palavra “movido” significa “carregado” e designa a ação divina no processo da inspiração profética. A mensagem profética jamais foi produzida pela mente ou perspicácia do profeta, pois este falava somente o que o Espírito Santo desejava que falasse. Isto, porém, não anulava a individualidade e personalidade do mesmo, como afirma a teoria do ditado mecânico; antes, porém, privava-o de erros. A forma pela qual recebia a mensagem nem sempre está relatada. Alguns ouviam a voz do Senhor, como por exemplo, Oseias e Jeremias, enquanto outros como Amós, Ezequiel e Daniel, tinham visões. O Dicionário Vine afirma: “[...] Às vezes, sobretudo com os profetas primitivos, parece que algum tipo de experiência extática estava envolvido, como em 1Sm 10.6,11; 19.20. Está escrito que a musica é meio para profetizar, como em 1Cr 25.1-3. [...] O ponto é que no contexto bíblico ‘profetizar’ se refere a algo desde o êxtase frenético de um falso profeta até a proclamação sóbria e imperturbável do julgamento de Deus por um Amós ou Isaías. (Dicionário Vine, 1ª edição, 2002, CPAD, p. 248).

O naturalismo considera o estado de êxtase dos profetas, no entanto, negam a origem divina de seus oráculos. Sinopse do Tópico (3)
(III. CONCLUSÃO)

O nosso Deus é um Deus que anseia por relacionar-se com sua criatura. Essa comunicação no Éden era face a face. Pós-queda, Deus utilizou-se de pessoas escolhidas para ser esse canal. A pessoa se tornava profeta ao perceber que Deus estava falando com ela e precisava então transmitir a mensagem recebida, o que era feito conforme a personalidade única de cada profeta. O Senhor usou várias formas para se comunicar com os profetas, e esses, lançaram mão de recursos variados para transmitir os oráculos divinos ao povo, de modo que a mensagem se tornasse compreensível. “Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo filho” (Hb 1.1).É fundamental meditar nos Evangelhos, é por meio dele que o Filho se comunica conosco hoje.

APLICAÇÃO PESSOAL

O homem é essencialmente um ser que se comunica. O ser humano sempre conviveu com a comunicação. O mundo foi criado pela Palavra. Quando veio ao mundo para um encontro definitivo, Ele foi chamado de Verbo (ou Palavra). Não existe sociedade sem comunicação. Não existe sequer a pessoa sem comunicação. Nós somos porque nos comunicamos. Esta é uma marca do ser humano. Os quatro elementos essenciais da comunicação são o emissor, o receptor, o meio e a mensagem. É a interação deles que constitui a comunicação. Os seres humanos estão sempre em busca de um receptor para lhe dizer algo através de algum meio. Podemos mudar os recursos tecnológicos, mas o modelo permanecerá o mesmo. Deus se comunica. Ele não é um ser inalcançável e silencioso, não se fechou em si mesmo, surdo, mudo, e inacessível. É da Sua natureza falar, relacionar-se, comunicar-se, apresentar-se. Deus se expressa através da criação – Sl 19.1-4; Rm 1.19,20; através dos sonhos – Gn 41.1-4; Mt 27.19; através dos anjos – Gn 18.1-3; 19.15,16; At 10.1-4; através dos profetas – Jd 14; At 3.18; Mt 23.37. Através de Cristo – Jo 1.1,2,14; Cl 1.15; Hb 1.1; Através da Palavra – Sl 19.7-11; Ex 34.27,28; 2Tm 3.16; Através da sarça ardente falou com Moisés – Ex 3.1-5; Através da voz suave falou com Elias – 1Re 19.12,13; Através do redemoinho falou com Jó – Jó 38.1. Apesar desse anseio divino em comunicar-se com o homem, há empecilhos e dificuldades: O pecado – Is 59.2; Mt 13.13-15; Rm 3.10,11; A indiferença – Is 29.13; Dt 30.17-20; Os ruídos – 1Co 14.10,11; 2Tm 2.16-18. Se dermos ouvidos ao Senhor, essa comunicação produzirá efeitos duradouros: Temor – Hc 3.2; Dt 4.10; Hb 4.1,2; Conhecimento – Jó 42.1-5; Os 6.3; 1Co 2.9-12; Comunhão – Gn 5.24 c/c Am 3.2; 1Jo 1.1-3. Ele, o Senhor, mantém a comunicação mesmo sem palavras – 1Sm 1.12,13; Rm 8.26; nas circunstâncias adversas – Dn 6.10,11,16,20-22, e nos momentos de maior solidão - Mt 26.38-46. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz ás Igrejas!

N’Ele, para que a prova da nossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo (1Pe 1.7),

Autor: Francisco A Barbosa

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
- Dicionário Vine, 1ª edição, 2002, CPAD, p. 248;
- Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD,nota Dn 7.1, p. 1256;
- Bíblia de Estudo Plenitude, SBB;
- Bíblia de Jerusalém, Paulus 2002, p. 1362
- Bíblia de Estudo de Dake, CPAD;
- Hermenêutica, E. Lund, P. C. Nelson, Vida, p. 81
- http://teologiaegraca.blogspot.com
- http://www.slideshare.net/gotchalk/profetismo;
- Imagem: (Ana e Simeão no Templo_Rembrant).