terça-feira, 8 de novembro de 2011

QUESTÕES E LIÇÕES DA REFORMA PROTESTANTE PARA OS DIAS ATUAIS

Pr. Altair Germano


A Reforma Protestante não foi um evento histórico para ser simplesmente lembrado, narrado e celebrado. Lições preciosas podem ser extraídas deste momento singular na história da humanidade.
1. Existem duas maneiras de ser viver na história: como espectador ou ator da mesma. Nossos reformadores, juntamente com todos que se envolveram e labutaram por esta justa causa, são exemplos de atores, gente comprometida com a transformação de uma sociedade dominada pela injustiça, corrupção e opressão generalizada.

2. Não importa qual é o seu papel (herói, protagonista, ator coadjuvante ou figurante), o que importa é atuar, agir, mobilizar-se, realizar, fazer acontecer para a glória de Deus.

3. Atores correm riscos. Vida sem riscos, sofrimentos, adversidades, incompreensões, perseguições e propósitos definidos é vida medíocre.

4. A Igreja não foi estabelecida por Jesus para governar o mundo, para fazer jogo ou disputar o poder temporal com o Estado. A Igreja foi constituída para influenciar o Estado, e isto na condição de sal da terra e luz do mundo.

5. Movimentos reformistas produzem marginais, hereges, contraventores e loucos (visão da classe dominante, opressora e exploradora).

6. Movimentos reformista revelam profetas ousados, homens de Deus comprometidos com o Senhor e com a sua causa (visão de Deus).

7. Quando a política secular e eclesiástica ganham preeminência no alto e baixo clero, gerando facções, disputas, traições, corrupções, alianças espúrias, nepotismos, busca por vantagens pessoais e por cargos, tudo isso em detrimento da evangelização, socorro aos necessitados, ministração aos enfermos e fracos na fé, fidelidade doutrinária e outras atividades semelhantes, temos um claro sinal que uma reforma torna-se urgente e imperativa.

8. Reformas não são movimentos de um só homem, é fruto da associação de mentes críticas, inteligentes, questionadoras, e de corações que ardem em zelo, inclinados a buscar, conhecer e fazer valer a vontade de Deus para uma geração, custe o que custar.

9. Reformas são possíveis em tempos onde o monopólio do conhecimento e da informação são quebrados. Vivemos em um tempo propício para reformas, e isso graças ao advento da internet. As mídias e o jornalismo oficial das mais diversas denominações e segmentos evangélicos perderam o controle sobre a informação. Vivemos na era dos blogs e das redes sociais onde a notícia e a informação fluem e correm numa velocidade vertiginosa, jamais vista ou contemplada por outras gerações.

10. Reformas não acontecem da noite para o dia, antes, são resultados de processos que se iniciam com o reencontro do cristão com a Palavra de Deus, que desencadeia uma tomada de consciência, arrependimento genuíno, conversão, ação e influência. A nossa rendição em forma de silêncio ou conivência diante de qualquer tipo de corrupção, seja ela de ordem moral ou espiritual, nada mais é do que a manifestação da rendição de nossa própria consciência.

"Considerando que vossa soberana majestade e vossos honoráveis demandais desejam uma resposta plena, isto digo e professo tão resolutamente quanto posso, sem dúvidas e nem sofisticações, que se não me convencerdes através do testemunho das Escrituras (pois não dou crédito nem ao papa e nem aos seus concílios gerais, que têm errado muitas vezes, e que têm sido contraditórios contra si mesmos), a minha consciência está tão ligada e cativa destas Escrituras que são a Palavra de Deus, que não me retrato nem posso me retratar de absolutamente nada, considerando que não é piedoso nem legítimo fazer qualquer coisa que seja contrária à minha consciência. Aqui estou e nisto descanso: nada mais tenho a dizer. Que Deus tenha misericórdia de mim!”. (Martinho Lutero)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Paz, tão doce paz



Rev. Hernandes Dias Lopes

A paz é o sonho de consumo de todo ser humano. O homem busca a paz em todos os lugares, por todos os meios e até faz guerras para alcançá-la. As religiões prometem a paz. O dinheiro tenta comprá-la. Os prazeres desta vida oferecem-na como cardápio do dia. Mas, o que é a paz? Onde encontrar a paz? Como podemos recebê-la? Precisamos primeiramente entender que a verdadeira paz não é quietude ou meditação transcendental nem uma incursão pelos labirintos da nossa alma. Não alcançamos a paz cavando os poços de nosso próprio coração. Ainda precisamos entender que a paz não é ausência de problemas. Não é paz de cemitério. A verdadeira paz coexiste com a dor, é temperada com as lágrimas, e estende suas raízes no solo duro do sofrimento. Vamos, agora, tratar de dois aspectos da verdadeira paz.


1. A paz com Deus. O homem é um ser rebelado contra Deus. Toda a inclinação do nosso coração está contra Deus. Somos, por natureza, inimigos de Deus. Não nos deleitamos em Deus nem temos prazer em obedecer a sua lei. Apesar de termos virado as costas para Deus, Deus jamais desistiu de nós. Ao contrário, amou-nos com amor eterno e buscou-nos com desvelo singular. Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. Foi Deus e não o homem quem tomou a iniciativa da reconciliação. O homem cavou abismos no seu relacionamento com Deus, mas Deus construiu uma ponte segura para reatar esse relacionamento. Jesus veio ao mundo como nosso mediador, representante e fiador e morreu na cruz pelos nossos pecados a fim de reconciliar-nos com Deus. Fomos justificados. Nossa dívida foi paga. Estamos quites com a lei de Deus. A justiça de Deus foi satisfeita. Agora não há mais barreira entre nós e Deus. Fomos reconciliados com Deus. Agora temos paz com Deus. A paz com Deus fala de relacionamento restaurado. Não somos mais réus, mas filhos. Não somos mais estranhos, mas amigos. Não estamos mais distantes, fomos aproximados. Não estamos mais em guerra contra Deus, agora temos paz com Deus. A paz com Deus não é alcançada por aquilo que fazemos para Deus, mas por aquilo que Deus fez por nós. Não obtemos essa paz pelo nosso sacrifício, mas pelo sacrifício de Cristo na cruz por nós.



2. A paz de Deus. Se a paz com Deus fala de relacionamento, a paz de Deus fala de sentimento. A paz de Deus é consequência direta da paz com Deus. É impossível experimentar a paz de Deus sem primeiro conhecer a paz com Deus. A paz com Deus é a causa, a paz de Deus é a consequência. A paz com Deus é operada fora de nós, no tribunal de Deus; a paz de Deus é experimentada dentro de nós, em nossa mente e coração. A paz com Deus tem a ver com nossa posição aos olhos de Deus no céu; a paz de Deus tem a ver com nossa intimidade com Deus na terra. A paz de Deus é uma sentinela ao redor da nossa mente e do nosso coração livrando-nos da ansiedade. É uma muralha divina que protege nossa razão e nossa emoção dos temores que rondam a nossa alma. É desfrutar de uma doce paz no meio do vale escuro. É ter uma mente segura e um coração sereno mesmo na tempestade borrascosa. É confiar plenamente em Deus, mesmo que o mundo ao nosso redor se transtorne. É viver com o coração no céu, mesmo que os nossos pés sejam feridos na terra. A paz de Deus não é uma paz química, que se compra na farmácia. Não é uma viagem para o interior do nosso coração pelas vias da meditação transcendental. Não é o produto de técnicas psicológicas nem o fruto de processos místicos, mas o resultado de orarmos, pensarmos e agirmos corretamente. Aqueles que têm paz com Deus podem e devem experimentar a paz de Deus. Aqueles que foram reconciliados com Deus por meio de Cristo, já estão livres da condenação diante do tribunal de Deus e devem estar livres de toda ansiedade e temor diante das lutas da vida. Oh, paz, tão doce paz! Oh, consolo sem par! Oh, ventura sem igual!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Neemias: Um Líder Sensível



Pr. Altair Germano

Dentre as muitas qualidades da liderança de Neemias, a sua sensibilidade é a que destacarei. Por sensibilidade falo de sua capacidade de ouvir, sentir e reagir diante das necessidades e calamidades que assolam o próximo.


UM LÍDER SENSÍVEL AO PROPÓSITO DE DEUS EM SUA VIDA

"[...] E o rei mas deu, porque a boa mão do meu Deus era comigo." (Ne 2.8b)

Nenhuma líder espiritual será bem sucedido plenamente se não for sensível, se não tiver a consciência de que a sua liderança tem um propósito que vai para além do acaso, ou de algum acidente ou incidente histórico. Neemias entendeu que estava onde estava, que fazia o que fazia, que era quem era, porque Deus estava naquele negócio:

"Ah! Senhor, estejam, pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo e à dos teus servos que se agradam de temer o teu nome; concede que seja bem sucedido hoje o teu servo e dá-lhe mercê perante este homem. Nesse tempo eu era copeiro do rei." (Ne 1.11)

Não temos informações pormenorizadas de como Neemias chegou a ocupar um cargo de tão grande confiança, o de copeiro do rei. O fato é que ele estava lá, e estava à disposição do Rei Eterno. Neemias estava em Susã, a fortaleza, mas sua mente e pensamentos viajavam até Jerusalém em busca de informações e notícias sobre o seu povo.

Aprendemos aqui com Neemias, que as mais altas posições e os mais importantes espaços que conquistamos não devem nos afastar do cuidado para com o nosso povo, nossos amigos, parentes e familiares. Há um propósito divino, há uma missão a ser cumprida.


UM LÍDER SENSÍVEL À REALIDADE CONCRETA E HISTÓRICA DO SEU POVO (1.1-3)

Neemias não era um daqueles líderes alienados, indiferentes e despreocupados para com as questões de sua época. Seu livro começa com dados históricos e concretos:

"As palavras de Neemias, filho de Hacalias. No mês de quisleu, no ano vigésimo, estando eu na cidadela de Susã, [...]" (Ne 1.1)

Ele se situa no tempo (mês de quisleu, no ano vigésimo) e no espaço (na cidade de Susã). Ele se percebe sujeito histórico, mas do que isso, ele se percebe ator na história, e não um mero espectador dela. Ele está interessado em transformar a história para a glória de Deus, e não apenas assisti-la de camarote. Para isso ele busca informação, ele quer saber das coisas, mas quer saber de tudo e com detalhes. Ele não deseja uma informação mascarada, não espera que maquiem a realidade dos fatos. Somente quando temos uma informação real sobre os fatos é que podemos agir no sentido de cooperar no rumo das mudanças.

Neemias se encontra aqui no estágio embrionário da busca pela "informação":

"[...] veio Hanani, um de meus irmãos, com alguns de Judá; então, lhes perguntei pelos judeus que escaparam e que não foram levados para o exílio e acerca de Jerusalém. Disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o exílio e se acham lá na província, estão em grande miséria e desprezo; os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas, queimadas." (Ne 1.2-3)

Hanani foi preciso em seu relato das reais condições do povo e da cidade de Jerusalém. A situação do povo era de "grande miséria e desprezo", enquanto a da cidade era de destruição e assolação. Na condição de líderes, precisamos de amigos e irmãos como Hanani, que não esconde de nós a realidade nua e crua, que não omite na notícia a gravidade do problema. Infelizmente, diante das mais devastadoras crises institucionais, familiares, sociais, etc., nem sempre encontramos gente com a lucidez e a sinceridade de Hanani.

Ao ouvir a "informação", Neemias avança desse primeiro estágio para o segundo, o da "sensibilização".

UM LÍDER SENSÍVEL EMOCIONALMENTE

"Tendo eu ouvido estas palavras, assentei-me, e chorei, e lamentei por alguns dias;" (Ne 1.4a)

Ter a informação da realidade não é o suficiente na vida de um líder espiritual. O líder precisa ser tocado emocionalmente pelos fatos. Saber sobre grandes calamidades, e não experienciar fortes emoções, é sinal de insensibilidade, frieza ou indiferença. Neemias escuta, e de imediato manifesta com a linguagem corporal a sua dor. Ele se assenta e chora. Ele é tocado, se comove, não suporta ficar em pé, não engole o choro, não reprime as lágrimas. Não se importa com o que vão pensar de um homem que chora, simplesmente chora, geme, sofre.

Suas emoções não se manifestam apenas na linguagem corporal, ele também verbaliza seus sentimentos com lamentos. Suas emoções e sentimentos não são do tipo que surgem e logo desaparecem, ele lamenta "por alguns dias". Sua dor é internalizada, remoída, revivida, ruminada, mas não o abate, não o desanima, não o estagna. Não é dor somente para ser sentida, antes, é dor para ser produtiva. Não é dor para causar depressão, é dor para promover ação.

UM LÍDER SENSÍVEL ESPIRITUALMENTE

" [...] e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus." (Ne 1.4b)

Em meio ao seu sentimento e dor, Neemias percebe os fatos de uma perspectiva espiritual. Ele não se deixa levar simplesmente pela emoção do momento. Neemias busca o caminho do jejum e da oração. Neemias entende que depender e confiar em Deus, que buscar seu conforto, ajuda e direção é o melhor caminho.

Aprendemos com Neemias que grandes decisões implicam em dias de jejum e oração. Infelizmente, muitas decisões nos dias atuais resultam de meras reflexões e análises humanas. Deus está excluído de muitas reuniões, de muitos gabinetes pastorais, de muitas mesas diretoras de organizações "cristãs". Deus não é convidado para participar das reuniões. Seu nome pode ser até mencionado nelas, mas apenas por mera formalidade. Onde o jejum e a oração faltam, sobra a arrogância, a prepotência, a altivez, o orgulho, a loucura, a insensatez. É tempo de jejuar e orar perante o Deus do céu. É tempo de adorá-lo e buscá-lo.



A sensibilidade espiritual de Neemias faz com ele perceba também alguns atributos de Deus :



"E disse: ah! SENHOR, Deus dos céus, Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos!" (Ne 1.5)



Neemias percebe a grandeza, a fidelidade e a misericórdia de Deus. Sendo grande como é, não há situação ou quadro que o Deus dos céus não consiga reverter, mudar, alterar, transformar. A sua fidelidade transmite a segurança e a certeza que alimentam a oração e fortalecem a fé. A sua misericórdia promove alegria, possibilita o entendimento e o conhecimento de que o Deus dos céus é também o Deus dos homens. É o Deus que se comove e que se move na direção de pecadores arrependidos.

UM LÍDER SENSÍVEL MORALMENTE

"Estejam, pois, atentos os teus ouvidos, e os teus olhos, abertos, para acudires à oração do teu servo, que hoje faço à tua presença, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, os quais temos cometido contra ti; pois eu e a casa de meu pai temos pecado. Temos procedido de todo corruptamente contra ti, não temos guardado os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos que ordenaste a Moisés, teu servo." (Ne 1.6)

Longe de adotar uma postura de quem está acima da média, Neemias se inclui no rol dos falíveis, dos imperfeitos, dos humanos, daqueles que pecaram, que procederam corruptamente, que transgrediram os mandamentos. Ele assume a sua responsabilidade moral diante da crise. Longe de ser denuncista e hipócrita, sua oração expressa uma sincera busca por perdão e restauração. A sensibilidade de Neemias faz com que ele entenda que não se encontra chorando, lamentando, jejuando e orando sozinho:

"Ah! Senhor, estejam, pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo e à dos teus servos que se agradam de temer o teu nome;[...]" (Ne 1.11a)

Há outros "servos que se agradam de temer o teu nome". As grandes misérias e calamidades produzem às vezes a sensação de que sofremos e militamos sozinhos. Graças a Deus que há outros que poderão se unir a nós em dor e em esperança.

UM LÍDER SENSÍVEL AO ENGAJAMENTO


Informação que produz reflexão e emoção, mas que não avança para o estágio da ação, é simples idealismo improdutivo. Neemias escuta, reflete, senta, chora, lamenta, jejua, ora e age. Neemias se mobiliza e mobiliza outros. Até o rei Artaxerxes é por ele influenciado (Ne 2.1-8). Liderança é influência.

Conheço gente que vive continuamente na dimensão ou no estágio da reflexão e da emoção. Gente que pensa, que chora, que lamenta, que jejua, que ora, mas não quer envolvimento. Temem qualquer tipo de exposição. São éximos teóricos e analistas dos fatos, mas péssimos realizadores e interventores. A ação implica em exposição. Quando agimos provocamos nos outros reações boas e ruins, aplausos e apupos, agrados e desagrados, ganhos e perdas. Quem se expõe se arrisca, e nem todos querem correr o risco de perder a aparente segurança e estabilidade que Susã, a fortaleza, produz e garante. Nem todos estão dispostos a abrir mão do cargo, do salário, da confortável condição e da alta posição alcançada.

Neemias nos convida a uma sensibilidade plena, uma sensibilidade que sabe, que entende, que sente, que diz, que faz, que realiza, que transforma.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A importância das conexões na comunicação do evangelho



Rev. Hernandes Dias Lopes

Jesus foi o maior de todos os mestres. Seus discípulos o chamaram de mestre. Ele mesmo se apresentou como mestre e até seus inimigos reconheceram que ele era mestre. Jesus foi o maior de todos os mestres por causa da variedade de seus métodos e por causa da sublimidade de sua doutrina. Jesus não foi um alfaiate do efêmero, mas um escultor do eterno. Sendo o Mestre dos mestres, o maior comunicador de todos os tempos, Jesus usou com perícia invulgar importantes conexões em sua comunicação. Quero ilustrar esse fato incontroverso com suas cartas endereçadas às igrejas da Ásia Menor. Visitando as ruínas dessas históricas cidades recentemente, pude constatar de forma inequívoca essas conexões usadas por Jesus. Vejamos, por exemplo a carta enviada à igreja de Laodicéia.

1. Jesus usou a conexão geográfica. Laodicéia era uma rica cidade situada no Vale do Lico, uma fértil região, entre as cidades de Hierápolis e Colossos. Hierápolis é uma fonte termal, de onde jorram águas quentes do topo de uma montanha branca, chamada castelo de algodão. Essas águas quentes eram terapêuticas. Em Colossos, do outro lado do vale, ficavam as fontes de águas frias, também terapêuticas. Porém, Laodicéia não tinha fontes de águas. Suas águas vinham por meio de dutos desde as montanhas e chegavam à cidade mornas e sem qualquer efeito terapêutico. Jesus usa essa conexão geográfica para dirigir-se à igreja, dizendo-lhe: “Conheço as tuas obras, que nem és quente nem frio. Quem dera fosses frio ou quente. Assim, porque és morno nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca”.

2. Jesus usou a conexão econômica. Das três cidades do Vale do Lico, Laodicéia era a mais rica. Era um poderoso centro comercial. O comércio de ouro vindo de Sardes era famoso. A cidade era um dos maiores centros bancários da Ásia Menor. A igreja longe de influenciar a cidade, foi por ela influenciada. Ao olhar-se no espelho, julgou-se rica e abastada. Jesus, porém, repreende a igreja afirmando que ela era pobre e miserável e deveria comprar ouro puro para se enriquecer. Conforme o ensino de Jesus a riqueza material não é sinônimo de prosperidade espiritual.

3. Jesus usou a conexão industrial. Laodicéia era famosa pela indústria têxtil. A lã de cor escura, fabricada em Laodicéia, era famosa em toda a Ásia Menor. A cidade tinha orgulho de sua indústria têxtil. Jesus usa esse gancho para exortar a igreja, ordenando-lhe a comprar vestes brancas para se vestir, a fim de que sua vergonha não fosse manifesta.

4. Jesus usou a conexão científica. Laodicéia era o maior centro oftalmológico do Império Romano. Naquela cidade asiática fabricava-se o pó frígio, um remédio quase milagroso na cura das doenças dos olhos. Pessoas de todos os cantos do mundo viajavam para essa próspera cidade em busca de tratamento. Na cidade mais importante do mundo no tratamento de doenças dos olhos, havia uma grande cegueira espiritual, que estava atingindo a própria igreja. Então, Jesus exorta a igreja a comprar colírio para ungir os seus olhos, a fim de ver com clareza as realidades espirituais.

A mensagem do evangelho é imutável. Ela atravessa os séculos e não sofre variação. Porém, precisamos conhecer a geografia, a história e a cultura da cidade onde estamos inseridos, para fazermos conexões oportunas e pertinentes na comunicação do evangelho. Precisamos ler o texto e o contexto; precisamos interpretar a palavra e o povo. John Stott, um dos maiores expositores bíblicos de todos os tempos, falecido no dia 27 de julho de 2011, disse acertadamente que o sermão é uma ponte entre dois mundos: o texto antigo e o ouvinte contemporâneo. Que Deus nos ajude a abrir os olhos espirituais para fazermos as conexões necessárias, a fim de comunicarmos com mais eficácia a mensagem gloriosa do evangelho.


fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br/2011/08/a-importancia-das-conexoes-na-comunicacao-do-evangelho/

domingo, 11 de setembro de 2011

O testemunho da última sobrevivente de 11 de setembro -"Deus é real e a oração funciona"


Genelle Guzman-McMillan conta sua história de sobrevivência e salvação em "Anjo no Entulho: O Resgate do Último Sobrevivente de 11/09

Genelle Guzman-McMillan insiste que não é o medo que a impede de voltar para marco zero de Manhattan. A funcionária da Autoridade Portuária, agora também uma autora, diz que é um calvário reviver como dois aviões sequestrados há 10 anos levou o World Trade Center a desmoronar, enterrando seus colegas de trabalho e ela mesma sob pilhas de escombros.

À medida que Guzman-McMillan esteve enterrada viva por quase 30 horas, os gritos que ouvia na escuridão ao seu redor logo desapareceram. Eu estava sozinha, ela pensou, e só conseguia pensar em uma coisa a fazer - clamar a Deus.

Guzman-McMillan diz, 10 anos depois, que 11 de setembro de 2001 foi apenas mais um dia normal. As coisas estavam indo muito bem entre ela e seu namorado, ela estava feliz com seu trabalho no piso 64 da torre norte do WTC e, apesar de sua educação religiosa, ela estava muito bem sem Deus, tendo o rejeitado há muito tempo.

Guzman-McMillan narra sua história de sobrevivência e salvação em "Anjo no Entulho: o resgate miraculoso do último sobrevivente de 11 de Setembro", lançado no mês passado pela Simon & Schuster. No espaço de 240 páginas narra as ações da nativa de Trinidad e Tobago, como ela e seus colegas de trabalho começaram a fugir de seu escritório no edifício de 110 andares e como ela fez uma pausa no 13 º andar para remover salto alto. Foi então, Guzman-McMillan diz, que seu mundo inteiro, literalmente, desabou e sua vida mudou para sempre.

Apesar de ficar presa por 27 horas sob os escombros, acreditando que ela, sem dúvida iria morrer, Guzman-McMillan disse ao The Christian Post que ela não se arrepende de suas decisões naquele dia.

"Não, não me arrependo de tudo o que aconteceu", a mãe de quatro filhos, disse. "Ele me fez uma pessoa melhor. Eu tenho um relacionamento mais profundo e íntimo com Deus."

Guzman-McMillan, que mora em Long Island com o marido, casada há nove anos e seus quatro filhos, nem sempre teve esse relacionamento com Deus. Apesar de ter crescido em um lar cristão, a mulher de 40 anos diz que nunca levou o que tinha sido ensinado muito a sério.

Solicitada a descrever sua vida antes dos terríveis acontecimentos de 11 de setembro, Guzman-McMillan disse que ela viveu uma vida selvagem cheia de festas, bebedeiras, e a fazer o que quisesse.

Apesar de ela não ter qualquer tipo de relacionamento significativo com Deus, ela sabia o suficiente sobre Ele para perceber que ele era sua única esperança de sair dos escombros com vida.

Presa sob concreto e aço com a mão direita presa sob seu corpo e as pernas esmagadas debaixo de uma viga de aço, Guzman-McMillan estendeu a mão esquerda para fresta de espaço aberto acima dela e encontrou forças para rezar ... e orar e orar. Tendo certeza de seu destino eterno, Guzman-McMillan implorou por horas para Deus perdoar os seus pecados e lhe dar outra chance.

"Eu disse-lhe: 'por favor, Deus, se o Senhor me salvar hoje ... me dê uma segunda chance, eu prometo que vou fazer a tua vontade", disse McMillan-Guzman à Christian Broadcasting Network (CBN), acrescentando que ela foi séria nas promessas que fez naquele dia.

Com a mão ainda estendida acima dela no espaço aberto entre os escombros, Guzman-McMillan pediu a Deus para enviar-lhe um sinal de que Ele ouviu sua súplica.

"Alguém me agarrou pela minha mão e me chamou pelo meu nome, dizendo: 'Genelle, eu tenho você. Meu nome é Paul", ela contou para a CBN.

"Eu estava pedindo a Deus por um milagre, um sinal e Paul segurou minha mão tão apertado ... tranquilizador", disse McMillan-Guzman , acrescentando que ela tinha certeza que não estava alucinada.

Dentro de minutos depois de Paulo aparecer, Guzman-McMillan podia ouvir as equipes de resgate gritando por sobreviventes. Ela se lembra da reunião dos homens que, naquele momento, a puxou dos escombros. Mas, a Paul, "eu nunca cheguei a conhecê-lo", disse ela.

Guzman-McMillan está convencida de que este misterioso Paul era um anjo enviado por Deus para incentivá-la ao longo de sua provação, que era o sinal pelo qual ela tinha orado.

Ao ser retirada dos escombros e levada para um hospital, ela diz que já sentiu uma mudança.

"Eu sabia que era uma pessoa mudada. ... Eu só estava louvando e glorificando a Deus", disse ela.

Não muito tempo depois de ser liberada do hospital, onde permaneceu por mais de seis semanas e foi submetida a quatro cirurgias de grande porte, Guzman-McMillan disse que a única coisa na sua mente é que iria ser batizada, uma coisa que ela tinha prometido a Deus que ela faria.

Outra promessa em sua lista era casar com seu namorado, que ela fez em 07 de novembro, no mesmo dia ela foi batizada.

Guzman-McMillan, que é membro do Brooklyn Tabernacle por 10 anos, disse ao Christian Post que ela sabe que Deus a fez passar por aquela provação "horrível" por uma razão.

"Eu acho que estou aqui por uma razão e propósito maior. Minha vida hoje é uma bênção. Eu quero que as pessoas saibam sobre a minha experiência, o que eu já passei e como eu estou a superar essa adversidade na minha vida ", disse ao Christian Post. "Quero que as pessoas saibam que Deus é real ... que a oração funciona."

Fonte: The Christian Post
Tradução: Wellington Cirilo

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Chegada da Bíblia em uma Tribo de Papua (Indonésia)

Tribo Kimyal festejando com a chegada da Bíblia traduzida na lingua deles. Tradução feita pela missionária Rosa Kidd atravez de um plano de Deus colocado em seu coração. 
Kimyal se encontra em Korupun, no oeste de Papua, a tribo tem mais ou menos 4 mil habitantes onde 98%(3.920 pessoas) falam apenas a lingua nativa de Kimyal.

Enquanto muitos países rejeitam a palavra de Deus, não creêm, fazem piadas, e ridicularizam as histórias da Bíblia em TV aberta, Deus leva a Sua palavra para aqueles que humildemente a recebem.

Assim como Jesus disse:
Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele.
Mas, se não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?
Joao 5: 46,47

Veja o Vídeo abaixo:

terça-feira, 5 de julho de 2011

O Universitário e o Cientista


Um senhor de 70 anos viajava de trem, tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia o seu livro de ciências . O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de Marcos .
Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou: O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?
Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado?
Respondeu o jovem:
- Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião.Somente pessoas sem cultura ainda
crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.
- É mesmo? Disse o senhor. E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?
- Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência. O velho então cuidadosamente abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário.
Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo sentindo-se pior que uma ameba. No cartão estava escrito: Professor Doutor Louis Pasteur, Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional da França.

" Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muita, nos aproxima".

Fato verídico ocorrido em 1892, integrante da biografia de Louis Pasteur.

citado por: Aparecido Sales

Fonte: Biografia de Louis pasteur



domingo, 12 de junho de 2011

Estudo Bíblico- Pr. Altair Germano na 3ª EBO de Juiz de Fora





Texto: Atos 10.38

Tema: o relacionamento de Jesus com o Espírito Santo como paradgma para o obreiro

Introdução: Um relacionamento implica no envolvimento e interação entre pessoas

1. O Espírito Santo e a vocação intra-uterina do obreiro (Lc 1.30-35; Jr 1.5; Gl 1.15)

Desde o ventre de nossa mãe o Senhor determina soberanamente influência, lugar e tempo do nosso ministério.

2. O Espírito Santo e o testemunho público acerca do obreiro

- O testemunho dos anjos (Lc 2.8-16)

- O testemunho dos pastores (Lc 2.17-20)

- O testemunho de Simeão (Lc 2.25-35)

- O testemunho de Ana (Lc 2.36-38)

- O testemunho do Pai celestial (Lc 3.21-22)

- O testemunho de todos (Lc 4.22)

3. O Espírito Santo e a experiência do obreiro no deserto (Lc 4.1-13)

- A superação da manipulação dos dons em benefício próprio (Lc 4.3-4)

- A superação do poder e da glória temporal (Lc 4.5-8)

- A superação do espetáculo (Lc 4.9-12)

- O tentador irá, mas voltará (Lc 4.13)

4. O Espírito Santo direciona a vida do obreiro (Lc 4.14a)

- O ministério na Galiléia

- O ministério em Samaria

- O ministério nas regiões circunvizinhas (Decápolis, Tiro, Sidom, dalém do Jordão, etc.)

- O ministério na Judéia

5. O Espírito Santo e a fama do obreiro (Lc 4.14b)

- A sua fama correu por todas as terras em derredor (Lc 4.14b)

- A sua fama divulgava-se em derredor de Cafarnaum (Lc 4.37)

- A sua fama se propagava ainda mais (Lc 5.15)

- Das aglomerações para a solidão. Da ministração para a oração (Lc 5.16)


6. O Espírito Santo no ensino e na pregação do obreiro(Lc 4.22)

- O ensino (Lc 4.14-15)

- A pregação (Lc 4.44)

7. O Espírito Santo e a consciência da unção no obreiro (Lc 4.18a)

8. O Espírito Santo e a consciência da vocação, dons, talentos, ministérios e propósitos do obreiro (Lc 4.18b)

9. O Espírito Santo e o descaso, a inveja e a ira de parentes, familiares, amigos e patrícios do obreiro(Lc 4.23-30)

10. O Espírito Santo, a autoridade ( gr. eksousía) e o poder (gr. dúnamis) na vida e ministério do obreiro (Lc 4.31ss)

- Autoridade e poder para doutrinar (Lc 4.32)

- Autoridade e poder para libertar (Lc 4.33-36)

- Autoridade e poder para curar (Lc 4.38-40)

Conclusão

O nível de nosso relacionamento com o Espírito Santo determinará a qualidade, a influência e a prosperidade do ministério que recebemos do Senhor.

Pr. Altair Germano
Juiz de Fora-MG, 10/06/2011



sexta-feira, 13 de maio de 2011

Porque crer na Bíblia?



Você sabe por que milhões de pessoas em todo o mundo crêem na Bíblia?

Vou lhe dizer porque:

- Não há outro livro que lhe seja semelhante ou igual.

- É o livro que dá maiores detalhes a respeito de Deus.

- É o livro mais rico em detalhes sobre a vida além túmulo.

- É o livro que trata do homem em suas três dimensões: Corpo - Alma - Espírito.

- É o livro que confirma a História e a História confirma a Bíblia.

- É o livro que tem lições práticas para a vida diária de qualquer pessoa ou profissional.

- É o livro alicerce para as legislações jurídicas dos povos.

- É o livro que tem os melhores ensinos para educação de filhos.

- É o livro que mostra todo o perfil e comportamento do homem e da mulher.

- É o livro que orienta o homem e a mulher na vida conjugal.

- É o livro que sempre foi e continua sendo o "best seller" mais vendido no mundo.

- É o livro traduzido para mais de 2.000 línguas e dialetos.

- É o livro que confirma os achados da arqueologia.

- É o livro que foi escrito por homens indoutos e também, homens de alto nível cultural.

- É o livro que gastando 1600 anos e 40 escritores (tomados pelo Espírito Santo)para formá-lo, não é contraditório.

- É o livro que nunca irá para a biblioteca como superado, como tendo passado a sua vez.

- É o livro que descreve a origem da terra, do homem e dos demais seres vivos.

- É o livro que não precisa ser atualizado porque ele está sempre em dia, nunca se desatualiza.

- É o livro que os sábios e intelectuais não conseguiram desfazer suas afirmações.

- É o livro que recupera o presidiário, o viciado e o desonesto sem pancadas ou torturas (comprovado através de milhares de testemunhos de pessoas que estavam nestas condições).

- É o livro que afirma que o homem vem a este mundo só uma vez.

- É o livro que afirma que o homem comparecerá ante o tribunal de Deus.

- É o livro que afirma que o homem será julgado, no dia do juízo, por suas obras.

- É o livro que afirma a existência do Inferno preparado para o Diabo e seus anjos.

- É o livro que afirma que os que aceitaram a Jesus Cristo não entrarão em julgamento.

- É o livro que afirma que Jesus Cristo voltará para buscar os seus seguidores.

Por tudo isso e muito mais, o seu autor, que tanto nos ama, já nos proporcionou o acesso à Sua Palavra por meio de pedra, argila, madeira, vinil, pergaminho, papiro, papel, disquetes, CDs e em fim todo meio disponível com interesse que todos conheçam a Sua Palavra, não importando a geração vivida.

" Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para corrigir, para instruir em justiça " 2Tm 3:16.

fonte:http://www.assembleiadedeus.org.br/site/curiosidades.php


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Verdades que não podemos esquecer



Rev. Hernandes Dias Lopes


O apóstolo Paulo, em sua primeira carta à igreja de Corinto, no capítulo seis, repete seis vezes a mesma expressão: “Não sabeis?” (1Co 6.2,3,9,15,16,19). Com isso, Paulo está enfatizando a necessidade de conhecer algumas verdades absolutas e não esquecê-las jamais. Que verdades são essas que precisamos tanto conhecer?

1. Não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? (1Co 6.2). É vergonhoso quando a igreja perde sua capacidade de resolver seus próprios conflitos e leva suas causas domésticas para fora dos seus portões, para serem julgadas por aqueles que um dia serão julgados pela própria igreja. Isso é inverter os papéis. Isso é um contra senso.

2. Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos? (1Co6.3). A igreja não apenas será levada para o céu, mas também assentar-se-á em tronos. Não apenas estará livre de condenação, mas também julgará o mundo e os anjos. Por causa da graça de Deus e da morte expiatória de Cristo na cruz, os crentes deixaram de ser réus para serem juízes.

3. Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? (1Co 6.9). Paulo é categórico em afirmar que os impuros, idólatras, adúlteros, homossexuais ativos e passivos, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes e roubadores não herdarão o reino de Deus. Esses indivíduos podem até mesmo receber na terra todos os troféus da fama, conquistar todas as medalhas do sucesso e cruzar todas as passarelas cheias de encanto e beleza, mas jamais entrarão no reino de Deus; podem até mesmo ser aplaudidos pelos homens, mas não entrarão na Cidade Santa. A menos que se arrependam de seus pecados, podem até ganhar o mundo inteiro, mas perderão a sua alma.

4. Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? (1Co 6.15). Cristo é o cabeça da igreja e a igreja é o corpo de Cristo e nós somos individualmente membros desse corpo. Entregar nosso corpo à impureza é arrastar o nome de Cristo para a lama. Teríamos nós coragem de tomar os membros de Cristo e fazê-los membros de meretriz? Só em pensar nessa grosteca possibilidade já seria consumada blasfêmia. Entretanto, muitos crentes em vez de consagrar seus corpos a Deus e glorificarem a Deus em seu corpo, entregam-se à impureza e desonram o nome de Cristo.

5. Não sabeis que o homem que se une à prostituta forma um só corpo com ela? (1Co 6.16). A intimidade sexual é uma bênção destinada por Deus aos que se unem legitimamente em casamento. O sexo antes do casamento é fornicação e fora dele é adultério. Ambos os pecados são condenados por Deus e atraem o juízo divino. A sociedade pode até incentivar essas práticas e tentar apagar das consciências a culpa, mas não pode anular a verdade de Deus, por cujo crivo, um dia todos os homens serão julgados.

6. Não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo? (1Co 6.19). Nosso corpo não foi criado para a impureza, mas para o Senhor. Nosso corpo foi comprado por Deus e deve estar a serviço de Deus e promover a glória de Deus. Nosso corpo não pode ser mais a morada da iniquidade, pois foi lavado no sangue do Cordeiro de Deus e transformado em santuário do Altíssimo. Nosso corpo não é mais o teatro onde o diabo realiza seus shows mais escandalosos, mas o santo dos santos, onde a glória de Deus se manifesta.


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Aborto: um silencioso massacre de crianças tão ferrenho quanto a Matança em Realengo


Ainda comovido pela chacina no bairro do Realengo (RJ) – quando pelo menos 12 crianças foram assassinadas friamente por um atirador de 23 anos de idade – não me saiu da mente o testemunho da aluna Jade Ramos (12), sobrevivente da tragédia:
“Ele ia atirando no pé das crianças pra não subirem, ia mandando as crianças virarem pra parede que ele ia atirar nelas. Aí as crianças falavam ‘não atira em mim, não atira em mim, por favor, por favor, moço’. Aí ele ia lá e atirava na cabeça das crianças.”
Tudo isso é muito triste e muito grave. A sensação de impotência adoece a nossa alma. Mas longe das luzes midiáticas e da comoção do momento há coisa muito pior acontecendo diariamente pelo Brasil afora.
Crianças ainda mais indefesas e incapazes sequer de suplicarem por suas vidas – "não atira em mim, não atira em mim, por favor, por favor, moço" – são levadas ao matadouro pelos próprios pais e assassinadas silenciosamente pelos profissionais do aborto que, não com um mero revólver carregado até a boca, mas com mãos assépticas e técnicas cirúrgicas precisas (sucção, dilatação e evacuação, dilação e curetagem, injeção de líquido amniótico com soluções cáusticas, histerotomia), tiram-lhes impiedosamente a vida.
Se o aborto provocado não é crime, por que então ficar comovidos e emocionados com o frio assassinato desses outros "brasileirinhos"?
Pense nisso, pois nenhum desses assassinos – o atirador do Realengo ou os usuários do aborto – ficará impune aos olhos daquele que disse "Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus" (Mateus 19.14).


Marcos Vasconcelos

Fonte: Assem-Bereia de Deus http://kedsonni.blogspot.com/2011/04/aborto-um-silencioso-massacre-de.html



sexta-feira, 8 de abril de 2011

Salmo 103

Pr Samuel Lopes da Silva

INTRODUÇÃO.

Os versículos 1 e 2 deste Salmo começam com a expressão: “Bendize ó minha alma, ao Senhor”.

Antes de falar da razão, porque o rei Davi, começa este salmo com a expressão “bendize”, preciso informar o significado do vocábulo Bendizer.

Segundo o Dicionário da Barsa, bendizer é “abençoar; louvar; glorificar”.

Deixemos de lado o abençoar e o louvar e tracemos algumas considerações sobre o glorificar, porque “Bendizer é glorificar”. Nesse caso o versículo poderia ter sido escrito assim: “Glorifique, ó minha alma, ao Senhor”. Mas o que é glorificar? Você poderá responder é bendizer; é louvar. Certo. Porém eu quero mais: glorificar é dar glórias; é prestar culto ou homenagear; é honrar. Nesse caso, os versículos 1 e 2 do Salmo podem ser lidos assim: “Preste culto, ó minha alma, ao Senhor por todos os benefícios que você tem dele recebido e tudo o que há em mim glorifique o seu santo nome”.
Eu não vou citar aqui o que pode existir em você que não glorifica ao Senhor. O apóstolo Paulo recomenda: “Examine-se o homem a si mesmo” I Co 11.28. Cada um de nós deve fazer um introspectivo (que examina o interior), para verificar o que há em si que não glorifica ao Senhor. Isto é de responsabilidade de cada um.
Uma recomendação do versículo 2 é não esquecer de “nenhum dos seus benefícios”
O ser humano é dotado desta virtude negativa: esquecer-se dos benefícios recebidos, por isso, a recomendação do rei Davi à sua própria alma: “e não te esqueças de nenhum de seus benefícios”.

A seqüência do Salmo apresenta quatro atitudes da parte do Senhor: O QUE O SENHOR FAZ; O QUE O SENHOR NÃO FAZ; O QUE O SENHOR É; O SENHOR QUE CONHECE. Vejamos:

I – O QUE O SENHOR FAZ (3-6).

1 – Perdoa todas as iniqüidades (v.3).

Iniqüidade é falta de equidade. Equidade é retidão; é integridade de caráter. O que o texto está dizendo é que o Senhor perdoa toda falta de retidão, toda falta de integridade, de caráter. Como integridade vem de íntegro, que quer dizer inteiro; completo; puro, logo o texto está dizendo que o Senhor perdoa a falta de caráter, dando um caráter puro, honrado Is 1.18.

2 – Sara todas as enfermidades (v.3).

É o próprio Senhor que faz a declaração de que sara todas as enfermidades Ex 15.26; Dt 32.39. É claro que na maioria das vezes temos que recorrer ao médico, que é um ministro de Deus para tratar de nossa saúde, mas isso não significa dizer que é o médico ou são os remédios por ele receitados que curam. Estes são apenas instrumentos usados por Deus para a realização do milagre. Foi por esta razão que o salmista escreveu: “e sara todas as tuas enfermidades”.

3 – Redime a vida da perdição (v.4).

Redimir é o mesmo que remir, e remir é “Libertar do cativeiro pagando o resgate”. Deus nos deu o Senhor Jesus, o qual se entregou voluntariamente para que pagasse com o seu próprio sangue o nosso resgate da ruína, isto é, da vida de perdição I Pe 1.18-23. O ato da salvação é um dom de Deus que se recebe pela graça, por meio da fé em Cristo Jesus Ef 2.8.

4 – Coroa de benignidade e de misericórdia (v.4).

Entre outros significados, coroar é premiar e benignidade é doçura; clemência; bondade. É isto que o Senhor faz: transforma o vil pecador, o homem mau, valente, soberbo, orgulhoso em uma pessoa doce, clemente, bondosa. Não foi por acaso isso que Ele fez com o apóstolo Paulo? Fl 3.4-8.

5 – Faz justiça e juízo a todos (v.6).

Em sua contestação quando do anúncio que Sodoma seria destruída, Abraão perguntou ao Senhor se Ele destruiria o justo com o ímpio, perguntando a seguir: “Não faria justiça o Juiz de toda a terra?” Gn 18.25. Depois de uma série de perguntas, o Senhor da a resposta definitiva: “Não destruirei a cidade por amor dos dez” Gn 18.32. Isto quer dizer que o Senhor não destruiria a cidade se houvesse apenas dez pessoas justas ali.

II – O QUE O SENHOR NÃO FAZ (9-10).

1 – Não repreende para sempre (v.9).

Deus sempre está dando uma oportunidade de arrependimento. Quando Ele repreende faz como um pai Hb 12.5-11.

2 – Não conserva a ira para sempre (v.9).

A misericórdia de Deus é tal que Ele como se estivesse esquecido das nossas maldades, nos proporcionou a salvação através da morte de Seu Filho, o Senhor Jesus e declara em Hebreus 10.17 “E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades”.

3 – Não nos trata segundo os nossos pecados (v.10).

O escritor do livro Lamentações nos informa que se não fosse a misericórdia do Senhor, nós se quer existiríamos (Lm 3.22), é isso que afirma a segunda parte do versículo 10. “Nem retribui segundo as nossas inquidades”.

III – O QUE O SENHOR É (8, 11).

1 – Misericordioso (v.8, 11).

O Senhor tem compaixão de nós pela nossa miséria.

2 – Piedoso (.8).

Ser piedoso é ser compassivo e ser compassivo é ter compaixão, ser compadecido.

3 – Longânimo (v.8)

Ser longânime é ter longanimidade, isto é, ter paciência para suportar ofensas.

4 – Grande em benignidade.

IV – O SENHOR NOS CONHECE (v.14).

Ninguém melhor que o autor do Salmo 139, que foi o próprio Davi, para provar que o Senhor nos conhece, basta para isso ler o versículo 16 deste salmo: “Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia”.

Isto é conhecer. Deus conhece os Seus servos.

CONCLUSÃO.

Davi encerra o salmo dizendo para todas as criaturas bendizerem ao

Senhor (20-22), e por fim: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor”.

fonte: http://prsamuellopes.blogspot.com/

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Eu quero ser um vaso novo


O profeta Jeremias foi chamado a descer à casa do oleiro para receber uma mensagem de Deus para a nação de Judá (Jr 18.1-6). Ali ele viu o oleiro trabalhando sobre as rodas, moldando o barro e fazendo dele um vaso novo. O vaso havia se estragado nas mãos, mas em vez do oleiro jogar o vaso fora, fez dele um vaso novo. Esse episódio encerra algumas preciosas lições:

1. Deus não desiste de você, mesmo quando você falha em cumprir seu propósito (Jr 18.4). O oleiro não jogou no lixo o vaso que se lhe havia estragado nas mãos. Ele não o colocou num canto como algo imprestável. Ele não desistiu desse vaso, mas fez dele um vaso novo. Assim, também, Deus não desiste de você. Mesmo quando você se torna como um barro sem liga ou como um vaso estragado, Deus continua investindo em sua vida. Ele não abre mão de fazer de você um vaso novo. Deus não desiste de fazer um milagre em sua vida. Ele não abdica do direito que tem de fazer de você um vaso de honra, um vaso útil, preparado para toda boa obra. Mesmo quando você cai, fracassa e se desvia, Deus não considera você como sucata imprestável. Ele não olha você com desprezo. Como oleiro divino, ele investe em sua vida e transforma você, para que você cumpra os propósitos eternos que ele mesmo estabeleceu para sua vida.

2. Deus não faz apenas remendos em sua vida; ele faz de você um vaso novo (Jr 18.4). O oleiro não remendou o vaso que se lhe havia estragado nas mãos. Ele não se contentou com meias medidas. Ele fez um vaso novo. A obra de Deus em você é completa. Ele faz de você uma nova criatura. Ele não quer apenas uma reforma externa, um verniz de aparência. Ele quer dar-lhe uma nova vida, uma nova mente, um novo coração, uma nova família, uma nova pátria. Deus tem para você uma vida nova, com novos gostos, novas preferências, novos alvos, novos sonhos, novos compromissos. A vida com Cristo é novidade de vida. É vida santa, é vida no altar, é vida cheia do Espírito, é vida abundante, maiúscula, superlativa, eterna. A obra de Cristo em você é um milagre extraordinário. Portanto, você deve despojar-se dos trapos da murmuração e revestir-se com as vestes de louvor. Você deve largar para trás o espírito angustiado e cobrir-se com roupagens de louvor e óleo de alegria.

3. Deus não faz de você um vaso segundo o seu querer, mas um vaso segundo o seu propósito soberano (Jr 18.4). Deus fez do vaso que se lhe havia estragado nas mãos um vaso novo, segundo bem lhe pareceu. A obra de Deus em você não é conforme os ditames da sua vontade, mas conforme os propósitos soberanos do próprio oleiro divino. Deus tem o melhor para você. Os planos de Deus para a sua vida são mais elevados do que os seus próprios sonhos. O projeto de Deus para a sua vida são mais altaneiros que os seus próprios projetos. A vontade de Deus e não a sua deve prevalecer em sua vida. Ele é o oleiro, e você o barro. Não é o barro que manda no oleiro; é o oleiro que molda o barro. O oleiro tem o direito de fazer do barro o que lhe aprouver. O oleiro divino que molda você é o mesmo que espalhou as estrelas no firmamento e o mesmo que lançou os fundamentos da terra. O oleiro divino está empenhado em esculpir em você a beleza de Jesus. Seu projeto eterno é transformar você à imagem do Rei da glória. Ele lhe predestinou para você ser conforme à imagem do seu Filho. Deus jamais desistirá desse projeto. Seus planos não podem ser frustrados. Se preciso for, ele vai quebrar o vaso e fazê-lo de novo. Mas, jamais vai desistir de fazer de você, um vaso de honra.

Rev. Hernandes Dias Lopes

Fonte:http://hernandesdiaslopes.com.br/2010/01/eu-quero-ser-um-vaso-novo/



quarta-feira, 30 de março de 2011

CIÊNCIA NO LIVRO DE JÓ

Laurence A. Justice

Jó 26:7

A Palavra de Deus não é principalmente um livro de ciência. As Escrituras não foram planejadas para nos ensinar ciência física.

Não encontramos nenhum estudo formal sobre ciência na Bíblia e não devemos procurar tais estudos na Bíblia. No entanto, a Bíblia faz algumas declarações realmente científicas.

Nós realmente encontramos declarações e dicas sobre verdades científicas na Palavra de Deus.

Um astrônomo chamado Dr. Maurice Brackbill declarou, como resultado de seu estudo das Escrituras, que há 325 referências à ciência física nas Escrituras.

Os que promovem a teoria da evolução hoje muitas vezes afirmam que há muitos conflitos entre a Bíblia e os fatos científicos.

Isso simplesmente não é verdade. Não há nenhum conflito entre a ciência verdadeira e a Palavra de Deus! Nenhum fato comprovado da ciência entra em conflito com a Palavra de Deus.

Um dos problemas aqui é que alguns fatos científicos “tão chamados” não são de modo algum fatos, mas só teorias e hipóteses de homens.

Se o Deus que adoramos criou este universo e também inspirou as Escrituras, então temos de esperar que Ele seja correto em todas as declarações que Seu livro poderia fazer acerca da ciência física! E é exatamente isso o que encontramos nas páginas da Palavra de Deus!

Nesta mensagem, vamos examinar vários exemplos de declarações verdadeiramente científicas no livro de Jó e então examinar algumas em outras partes da Palavra de Deus.

Precisamos ter em mente aqui que os eventos registrados no livro de Jó ocorreram há cerca de 4.000 anos. Nesta mensagem, vamos examinar primeiro



A DECLARAÇÃO CIENTÍFICA NO TEXTO QUE ESTAMOS ESTUDANDO

“O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada.”

O que mantém a terra suspensa? O que a mantém em seu lugar no espaço?

Os antigos gregos criam que a terra era mantida suspensa nas costas e ombros de um homem bem forte chamado Atlas.

Atlas, assim pensava-se, ficava em pé na água, mas ninguém jamais disse o que é que havia debaixo da água o sustentando.

A mitologia hindu diz que a terra apóia-se nas costas de um elefante de pé em cima de uma tartaruga!

A ciência moderna descobriu que nenhum homem ou animal está segurando a terra, mas que é realmente a terra que está suspensa no espaço.

Jó 26:7 disse isso 4.000 anos atrás quando ele disse que Deus suspende a terra em cima do nada!

“O norte estende sobre o vazio; e [Deus] suspende a terra sobre o nada.”

Essa declaração soa espantosamente como ciência no século 21 d.C, não é?

Jó diz que Deus suspende a terra em cima do nada — como uma bola de basquetebol no ar.

Ele a suspende em cima do nada ou literalmente em cima do vazio, sem nada visível apoiando-a.

Pelo poder do Deus onipotente a terra está firmemente fixa no lugar.

Podemos firmar os pés em cima da terra e confiar o peso de nossos corpos a algo que está suspenso em cima do nada!

Vê-se a onipotência de Deus no fato científico declarado neste texto hoje!

O homem por sua própria capacidade não consegue manter suspensa uma pena em cima de nada, mas Deus mantém suspenso o mundo inteiro em cima do nada!

Deus suspendeu não só a terra, mas também os outros planetas, o sol e a lua em cima do nada!

Deus suspendeu a terra no espaço e a preserva em sua órbita. A terra está suspensa pelo grande poder e providência de Deus.

O apóstolo Paulo diz em Hebreus 1:3 que a terra e todas as coisas são sustentadas pela Palavra do poder de Deus. Ele está falando de Cristo, Deus o Filho, aqui quando diz:

“O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas”.

Paulo diz praticamente a mesma coisa em Colossenses 1:17 quando fala de Cristo e diz que “…todas as coisas subsistem por Ele” ou são mantidas juntas por Ele.

O texto que estamos examinando diz literalmente: “O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada.”

Quanto Jó entendia disso? Será que essa declaração é exclusivamente inspiração de Deus? Vamos examinar nosso seguinte estudo:



ALGUNS OUTROS EXEMPLOS DE DECLARAÇÕES CIENTÍFICAS NO LIVRO DE JÓ

1. As fontes no mar. Só durante minha vida a ciência descobriu que bem no fundo do oceano grandes fontes de água se esvaziam no mar.

Muitas delas contêm água quente e têm grande variedade de vida animal e vegetal vivendo perto de onde as fontes se esvaziam no mar.

Jó 38:16 falou dessas fontes no mar há quatro mil anos quando disse:

“Ou entraste tu até às origens do mar, ou passeaste no mais profundo do abismo?”

Em Gênesis 7:11 Moisés mencionou essas fontes no mar em conexão com o dilúvio da época de Noé quando ele disse que as fontes do grande abismo se romperam.

“No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia, se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram”.

2. O peso do ar e das águas. A ciência moderna aprendeu que o ar tem peso e que a água tem peso.

A ciência aprendeu que a atmosfera pesa 6.35k por polegada cúbica no nível do mar e que um galão de água pesa 3.778k.

Jó 28:25 diz que Deus fez o vento e a água para terem peso.

“Quando deu peso ao vento e tomou a medida das águas”.

segunda-feira, 14 de março de 2011

"A Letra mata, mas o Espírito Vivifica"


O texto de II Coríntios 3:6 revela contraste importante entre a impropriedade do sistema da lei no Velho Testamento e a eficácia da salvação em Cristo. A "letra" representa o "ministério da morte, gravado com letras em pedras" que foi dado aos israelitas através de Moisés (3:7, 3). O “Espírito” representa a nova aliança de Cristo, revelada através do Espírito Santo e escrita em nossos corações (3:3, 4,6,8).
Infelizmente esse texto tem sido arrancando de seu contexto e distorcido, o seu verdadeiro significado tem sido ocultado, encontrando assim, espaço para a apologia ao anti-intelectualismo bíblico, afirmando que o estudo cuidadoso da Bíblia é inútil e até perigoso, "porque a letra mata, mas o Espírito vivifica”, menosprezando a própria Palavra de Deus!

Ainda dentro do contexto de II Coríntios 3, Paulo orienta sobre a importância da Palavra de Deus,destacando seu real valor (4:2), fala da verdade (4:2), do conhecimento da glória de Deus (4:6), da liberdade (3:17).

Portanto, convém lembrar que a fonte confiável que nos leva ao conhecimento de Deus é a Sua Palavra “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor...” (Os.6:3)

Pb. Francisco de Aquino


terça-feira, 8 de março de 2011

7 nomes de Deus no Salmo 23


O Senhor é o Deus Eterno, o Deus que fez uma aliança com Israel. Os nomes compostos de Deus no AT refletem o conteúdo deste salmo.


“Nada me faltará” – Adonay Yiré – “O Senhor que vê e provê” (Gn 22.14)

“Águas de descanso” – Adonay Shalom – “O Senhor é Paz” (Jz 6.24)

“Refrigera-me a alma” – Adonay Rafá – “O Senhor que te cura” (Ex 15.26)

“Veredas da justiça” – Adonay Tsidkenu – “Senhor, Nossa Justiça” (Jr 33.16)

“Tu estás comigo” – Adonay Shamá – “O Senhor está Ali” (Ez 48.35)

“Na presença dos meus adversários” – Adonay Nissi – “O Senhor é a minha bandeira” (Ex 17.15)

“Unge a minha cabeça” – Adonay Mekadesh – “O Senhor que me Santifica” (Lv 20.8)

Nele, que é o nosso Roy (Pastor),

Pr Marcelo Oliveira

fonte:http://www.davarelohim.com.br/7-nomes-de-deus-no-salmo-23/

domingo, 27 de fevereiro de 2011

"A Teologia me fez mal"

                                                  Por Francisco Jr.



Já ouvi muitas vezes, em círculos cristãos, alguém insinuar ou dizer mesmo com todas as letras que "teologia faz mal ou a teologia me fez mal..." Mas, de qual teologia estamos falando? Se for da teologia que declara a inerrância e suficiência da Bíblia e o amor por sua verdade; enfatiza a realidade da queda humana e a soberania de Deus na Salvação; a importância da obra da Cruz de Cristo, e é trinitariana e teocêntrica, então não é apenas de um compêndio na prateleira de uma biblioteca, ou de um curso de faculdade, que estamos falando, mas da teologia que "refere-se ao estudo, ao conhecimento, à comunicação e ao ensino de Deus, e à aprendizagem sobre Deus." (John Frame) E se "fazer mal" é derrotar o antropocentrismo, então graças a Deus, a teologia faz mal mesmo. Fez mal a mim, e por esse parâmetro faz e fará mal a muita gente.

Não somos o centro do universo e por isso a teologia nos causa dor e desconforto. A teologia, entre outras coisas, trata da questão da nossa relação com o Criador, e não há substitutos para ela (Tozer). Nosso menosprezo pela teologia, só reforça a idéia de que continuamos nos escondendo de Deus, constrangidos por nossa condição pós-queda (Gn. 3.8). E, nos escondemos muitas vezes, em nome de uma suposta espiritualidade (sem conhecimento); na presunção de uma eleição (sem frutos); escondemo-nos numa adoração (sem devoção), e ainda, numa floresta de pecados tentando fingir que Deus não está presente.

Na verdade, a idéia de que teologia faz mal, está fortemente enraizada, no mesmo conceito distorcido de que “a letra mata”. É o mesmo antiintelectualismo de sempre, que ganhou força, segundo Nancy Pearcey (Verdade Absoluta, CPAD, Rio de Janeiro, 2006), na origem do evangelicalismo do século XIX. O pragmatismo que estava no nascedouro do movimento evangelical levou a uma abordagem hostil em relação à teologia que persiste em nossos dias, como descreve Mcgrath:

A natureza fortemente pragmática do movimento (evangelical), levou a uma ênfase no crescimento da igreja, pregação de sentir-se bem e estilos de ministério informados em grande parte pela psicologia secular. O papel da teologia clássica sofreu erosão séria, com seminários evangélicos deixando de dar-lhe o lugar de honra que antes lhe fora universalmente atribuído. A teologia não é mais vista como integral para manter e nutrir a identidade cristã no munddo, nem como recurso seminal em forjar novas abordagens para o ministério. (McGRATH, Alister. Paixão Pela Verdade. Shedd Publicações, São Paulo, 2007)

É importante salientar que a teologia nutre a genuína identidade cristã em nós. Portanto, se faz mal, o faz às práticas que distorcem o ensino cristão, como podemos ver nos exemplos que seguem:

Faz mal ao homem caído, que recusa aceitar a triste realidade do seu estado. Prefere pensar que tem algo de bom, ou que tem capacidade de escolher o bem por conta própria. A este com certeza a teologia fará mal, pois vai lhe dizer, sem clichê ou brandura, és "um desgraçado, pobre cego e nu” (Ap.3.17); vai mostrar a profundidade da queda em todas as áreas do seu miserável ser, e deixar-lhe ciente da sua total incapacidade de se reerguer.

Faz mal ao orgulhoso, que tem fortes dores de cabeça ao pensar que a salvação não depende dele, afinal, em seu conceito a graça de Deus "precisa" da sua boa vontade e do seu esforço também. A este a teologia vai dizer que "tudo provem de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo" (2Co.5.18), não deixando qualquer espaço para vangloriar-se na presença de Deus.

Faz mal ao soberbo o suficiente para imaginar que escolheu a Deus, e foi soberano nesta escolha, satisfazendo um deus que busca desesperadamente a aceitação dos homens. A este a teologia vai dizer sem rodeios que foi o Senhor que "nos escolheu antes da fundação do mundo" (Ef.1.4; Jo.15.16)

Faz mal ao arrogante. Há uma tendência atual, de colocar o homem como centro e medida de todas as coisas. Há um culto à auto-estima sendo prestado em lugar de culto ao Deus verdadeiro. Temos líderes enaltecendo a arrogância e difamando a humildade. Já presenciei reuniões em que o culto é interrompido e todos ficam de pé para a entrada triunfal do líder e sua comitiva, até mesmo no momento em que a Palavra esta sendo pregada. E ninguém questiona essa aberração! Não tem como a boa e salutar teologia não fazer mal num ambiente como esse. A glória que só pertence a Deus está sendo usurpada!

Ninguém pode estudar a Bíblia sem dizer que está estudando teologia, ninguém pode estudar teologia sem estudar a Bíblia. Claro que más atitudes podem persistir - e persistem - na vida de qualquer estudante de teologia, tenha ele motivos nobres ou não. Mas isso acontece por causa da queda e não da teologia. Parafraseando Michael Horton (Creio, Cultura Cristã, São Paulo, 2005), dizer que teologia faz mal é o mesmo que dizer que estudar a Biblia faz mal, ou conhecer a Deus é ruim.

O segredo da vida é teológico e a chave para o céu também. Aprendemos com dificuldade, esquecemos facilmente e sofremos muitas distrações. Devemos, portanto, decidir com firmeza estudar teologia. Devemos pregá-la do púlpito, cantá-la em nossos hinos, ensiná-la aos filhos e fazer dela tema de conversa quando nos reunimos com os amigos cristãos (TOZER, A.W., O melhor de A.W.Tozer, Ed Mundo Cristão, São Paulo, 1994)

Àquele que nos escolheu antes da fundação do mundo e nos guia pelo caminho da verdade, em quem está toda sabedoria e todo conhecimento, seja a glória pelo século dos séculos.

fonte: Blog Adoração e Pregação http://adoracaoepregacao.blogspot.com/2011/02/teologia-me-fez-mal.html